Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Eleições (ou "O Assalto ao Poder")
Para mim, as eleições nesta [não] altura do campeonato são um grande e grave erro, de quem quer segurar a cadeira do poder a todo o custo. Clara e objectivamente. E eu estou à vontade com a minha opinião mais que não seja porque sempre fui a favor das eleições em Outubro, sem atropelos aos estatutos.
Não existe nenhum motivo para a demissão em bloco da direcção e dos corpos sociais do Benfica. Em primeiro lugar porque o chamado "ruído de fundo" é normal num clube como o Benfica. Mal de nós se não houvesse crítica, porque nenhum clube é perfeito. Esta demissão conjunta e bem organizada (mas mal encenada) só demonstra duas coisas: primeiro, o Benfica é gerido de fora para dentro. Tem opinião quem está de fora; segundo, a direcção é fraca e tem medo do que pode vir aí...
Se as eleições não pudessem, por qualquer razão, ser em Outubro, então deveriam ser feitas no final de Maio, como as do Sporting (odeio dar-lhes razão, mas têm-na), e portanto o objectivo da antecipação das eleições é claro: impedir que Veiga chegue a presidente. Afinal, ele parece ser, neste momento, o único com argumentos suficientes para convencer os benfiquistas a votarem nele. O campeonato ganho por Trapattoni parece ser a grande arma. E lembram-se disto? Pois é.
Quanto às palavras de Vilarinho, só tenho de dizer que me sinto muito triste por ele pensar dessa maneira. Há uns meses, quando disse que Manuel Damásio, Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho tinham sido, possivelmente, os três piores presidentes da história do clube, quase caiu o carmo e a trindade. Hoje (ou ontem, melhor dizendo), Vilarinho demonstra, pelas suas palavras, aquilo que os seus actos iam levando: a destruição das modalidades do Benfica. O Hóquei foi o exemplo mais flagrante. De uma super-equipa liderada por Panchito, passámos a ter um grupo fraco.
Concluindo: se Vieira ganhar, mantém-se o treinador que ele escolheu para inicar a época, e os jogadores que contratou, mas a época pode estar (estará mesmo) comprometida; se Bruno Carvalho ganhar (e como dizia o outro, se o jacaré tossir), vem novo treinador em Julho, com novos jogadores e mais uma carrada de problemas; se Veiga ganhar, vem aí nova revolução.
Independentemente de quem ganhar, é o Benfica quem perde.
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Alguém que me explique o Sepsi
Sepsi veio de um clube incógnito da Roménia já depois de uma experiência falhada em Rennes, na altura orientado por Laszlo Boloni. Quando este tipo de jogadores chega a um clube como o Benfica, tem uma de duas opções: ou é realmente muito bom e agarra o lugar, ou então revela-se um flop porque não se consegue impor no clube. Sepsi foi apenas um de muitos jogadores que não conseguiu singrar.
E vai estar de volta. Completou apenas 7 jogos pelo Racing de Santander esta época, para a Liga Espanhola. Os espanhóis, ao que sei, não o acham nenhum craque, pelo que, para o ano, deverá mesmo fazer a pré-época connosco (isto se o Quique, ou o Jesus, ou seja lá quem for, não o dispensar/emprestar depressa).
Mas o que eu gostava de saber era o porquê disto:
12 de Novembro de 2008: “Na reunião antes do início da temporada, não fui autorizado a treinar-me com a primeira equipa. Parecia que era um vagabundo ou drogado. Não quero voltar ao Benfica, porque as pessoas portaram-se mal. Tiveram atitudes que não dignificam um clube com aquela grandeza. Lá não volto de certeza."
19 de Maio de 2009: "A minha primeira opção é o Benfica".
O que mudou entretanto?
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Sábado, 9 de Maio de 2009
Assim não, Quique
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Domingo, 3 de Maio de 2009
Pré-requisitos preenchidos
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Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
Palhaçada
Paulo Bento, esse, chama "nojento", "maricas de m*rda" e outras coisas que podem ler aqui ao árbitro Bruno Paixão. É expulso, mas depois não é castigado. Pedro Silva dirige-se a Lucílio Baptista à peitada e o que acontece? Nada?
Quo vadis, futebol português...
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Sábado, 25 de Abril de 2009
Petit

Durante a pré-época, eu e o Sigmund discutimos aqui no blog Eterno Benfica algumas das transferências do Benfica, nomeadamente a dispensa (ou venda, como entenderem) de Petit.
Hoje, passados 10 meses, o Benfica dificilmente consegue aguentar a vantagem de um golo. Hoje, não temos uma dupla de médios-centro que consiga segurar a bola a meio-campo, talvez porque Carlos Martins esteja mais tempo lesionado do que a jogar. Hoje, percebemos que o Petit, quando está em forma, faz realmente falta naquele meio-campo do Benfica.
E não é só ao Benfica que faz falta. Olhem para a selecção. Da equipa que jogou com Scolari, só saíram Nuno Gomes, Ricardo e... Petit! Podem dizer-me: "Ah, mas o problema da selecção é que não marca golos, e o Petit também não os marcava!". Pois não, não marca, mas com ele em campo a selecção ganhava, sabia defender, e possivelmente não teria levado três secos da Dinamarca.
Hoje, passados 10 meses, Petit é o 13º jogador de campo mais utilizado da Bundesliga e o 4º médio com mais tempo de jogo, tendo, nas 28 jornadas já disputadas, realizado 27 jogos, dos quais 24 foram completados, substituído por 3 vezes (90', 69' e 82').
É um dos jogadores preferidos do treinador do FC Koln, Christoph Daum e, na minha opinião, é melhor que Amorim, Katsouranis, Yebda, Bynia e Filipe Bastos.
Petit, mesmo sendo um jogador discreto, era de uma importância fundamental que alguns benfiquistas negligenciaram na últma pré-época. Os seus cruzamentos para golos de Luisão (Sporting e Liverpool), os seus golaços (PSG, Marítimo, Estrela da Amadora), a sua entrega e sobretudo, o seu sentido posicional e leitura de jogo (ai Yebda!) fazem muita falta ao Benfica e à Selecção.
Hoje, passados 10 meses, quero saber quem era a favor da saída de Petit e mantém a sua opinião, assim como quem era contra a saída do internacional português e continua a achar que o Benfica fez mal em vendê-lo.
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Telma Monteiro
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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Voleibol
Este ano, o Benfica com um orçamento bastante reduzido comparativamente com outras modalidades (futsal e basquetebol), foi capaz de surpreender tudo e todos na secção de Voleibol. Aquela que se esperava ser uma época de dificuldades (pensou-se que a equipa deveria ficar pelos 6 primeiros) acabou num sucesso inesperado, até porque a nossa equipa terminou em 4º lugar na fase regular, tendo ficado em 3º nos playoff.
"Mas contentas-te com o 3º lugar para uma equipa que já foi 3 vezes campeã, 12 vezes vencedora da Taça e 1 vez da Supertaça?" - podem perguntar alguns. Não, não posso dizer que fiquei de todo contente com o 3º lugar, mas há que ver no contexto actual e com a saída de jogadores influentes nas ultimas épocas (Lukianetz, Carlos Teixeira, entre muitos outros), o Benfica perdeu qualidade. Com os maus resultados do futebol na época 2007/2008, foi o Voleibol que também sofreu as consequências. Mas face aos resultados, Vieira já prometeu um maior investimento nesta modalidade para a próxima época. A juntr a isto tudo há o facto de o Benfica ter tido o pavilhão da Luz bem composto nos jogos dos palyoff, nomeadamente o último em casa com o Leixões, onde também estiveram Rui Costa e Luís Filipe Vieira.
Mas dizia eu que a época não começou de feição, com derrotas em Espinho, Esmoriz, Matosinhos e Guimarães nas 5 primeiras jornadas, num calendário altamente desiquilibrado. Depois, em 6 jogos, a equipa embalou numa série de 6 vitórias, tendo cedido apenas 2 sets. Até final, os resultados foram mais ou menos os esperados, com vitórias em todos os jogos em casa à excepção dos encontros com Sporting de Espinho e Vitória de Guimarães (demsaido fortes este ano).
Nos playoff, a nossa equipa jogou com o Fonte Bastardo nos quartos-de-final tendo ganho o primeiro e o segundo jogos por 3-2 (em casa) e 1-3 (fora), tendo de seguida defrontado o Sp. Espinho, campeão nacional, com quem perdeu primeiro em Espinho e depois na Luz por 3-1.
No jogo que dava direito ao terceiro lugar, o Benfica (4º na fase regular) bateu o Leixões (6º) na Luz e em Matosinhos sempre por 3-1.
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Onde é que ele aprendeu a fazer isto?!
Pormenor delicioso o facto de no momento da agressão estar um banner a anunciar a Peace Cup 2009. Será que Pepe vai participar?
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
A Táctica FC Porto (post com bolinha no canto)

Agradecimentos ao Sou de um Clube Lutador e O Banco da Mexicana
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Há coisas do diabo
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Finalmente... tranqulidade
Este Setúbal é exactamente o mesmo com que empatámos na primeira volta. Uma equipa muito muito fraca. E é precisamente com este tipo de equipas que o Benfica perde os campeonatos, o que não pode continuar a acontecer.
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Domingo, 19 de Abril de 2009
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
10 anos de gestão danosa (se calhar "danosa" é demasiado pesado, mas...)
Nessa medida, eis uma lista com 11 jogadores (um para cada posição) e um treinador dispensados ou que sairam a custo zero do Benfica nos últimos 10 anos.
DC - Hélder Cristóvão
DC - Carlos Gamarra
DD - João Pereira
DE - Léo
MD - Petit
MD - Maniche
M D - Geovanni
M E - Giorgios Karagounis
MO - Nuno Assis
AV - João Vieira Pinto
T - José Mourinho
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Domingo, 12 de Abril de 2009
Quem acha que Quique deve continuar levante a mão
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
De volta a Marraquexe
Deixei o Norte de África (lê-se Portugal...) e fui visitar um país, ou melhor, uma cidade europeia - Londres. Mas mesmo assim, isso não foi suficiente para deixar de ver o jogo entre o Estrela da Amadora e o Benfica, graças à dificuldade em dormir (será do futebol praticado pela equipa?).
Bendita a RTP Internacional que teve o bom senso de transmitir o jogo... às 3h00 da manhã. Vi-o, quase todo, e nem sei como não voltei a adormecer. A equipa provoca sono, as falhas defensivas naquele jogo davam para uma época inteira. O que se passa com David Luiz? Onde é que ele tem a concentração? E por que é que o duplo-pivot defensivo constituído por Katsouranis e Yebda tem de defender tão à frente, deixando espaço para os médios do Estrela chegarem com perigo à nossa baliza?
Por outro lado, também é bem verdade que desde o início da segunda volta do campeonato (e já lá vão 8 jornadas) o Estrela tem um registo de EEDVEEE, ou seja, uma derrota apenas nos últimos 8 jogos! Uma equipa que não treina, é certo, mas que deu água pela barba ao Porto, ao Braga, ao Nacional e a outros, ou já não se lembram?
E para terminar, um aviso, em jeito de protesto: o campeonato ainda não acabou. Aqueles que baixam os braços e deixam de lutar simplesmente porque estamos a 5 pontos do Porto e a 1 do Sporting deveriam repensar a sua atitude. Dizem que a equipa não joga nada. É verdade, também acho. Mas preferem jogar bonito e acabar em terceiro ou jogar feio e acabar em segundo ou primeiro?
Este foi uma espécie de ano 0 no Benfica. Na próxima época mais jogadores virão (reforços no verdadeiro sentido da palavra, espero). E espero que o que quer que a Direcção do SLB faça não nos conduza a mais um ano 0.
P.S. Também é triste o que se passa na blogosfera. De parte a parte. Acusações, insultos, birras, parecem ser sinal de alguma desorientação por parte de alguns benfiquistas. Que discordem das opiniões uns dos outros é uma coisa. Mas o que se passa entre estes dois blogues é mau demais..
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
Perfil Psicológico de Quim
Há uns meses, após o empate na Luz frente ao Vitória de Setúbal, escrevi que Moreira deveria ser rapidamente recolocado na baliza do Benfica porque e passo a citar "Banco de suplentes precisa-se e já! A ver se ele [Quim] arruma a cabeça!". O Quim não aguentava a pressão. Tinham sido 5 golos do Olympiakos, mais 6 do Brasil (obrigado Queiroz, não perco uma oportunidade para malhar em ti!) e mais um pato à PeQuim frente ao Vitória.
Passados 4 meses, o Benfica ainda pode vir a ganhar o título de campeão português, apesar de as hipóteses serem remotas. Uma boa maneira de sermos campeões é, na minha opinião, e se Quim estiver psicologicamente muito forte após os penalties defendidos no Algarve, colocar o nº 12 na baliza.
"Não concordo!" gritarão alguns. Possivelmente com razão. Mas foi também após uma enorme injustiça de Trapatonni ao retirar Moreira para colocar Quim que o Benfica conseguiu inverter a onda de maus resultados acabando por ganhar o campeonato que há 11 anos nos escapava.
Por isso, a alteração de Moreira por Quim pode ser sinal, para o resto da equipa, que as coisas podem mudar, de que tudo é possível. E talvez eles acreditem que sim. E talvez sejamos campeões.
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Novo template
Para retomar a escrita neste blogue, nada melhor que um novo e, modéstia à parte, espectacular template. Espero que gostem.
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Tempo de Ser Benfiquista
Depois de devidamente superadas as contrariedades na Taça de Portugal e na UEFA, resta-nos a prova rainha, o Campeonato, e a Taça da Liga, que apesar de não considerar uma competição muito importante, penso que dever-se-ia investir nela esta época visto que o plantel é extenso e já não tem muitos jogos a fazer. Será uma final a realizar no Estádio do Algarve com o nosso eterno rival, o Sporting. Relembro que é a primeira vez em quatro anos que o Benfica se encontra numa final, e acredito que a conquista desta mesma poderá ter um efeito catalisador para o futuro, tornando esta equipa numa equipa ganhadora, tal como aconteceu com a famosa base de Camacho.Além disso, o que os adeptos querem são vitórias, são títulos, é um futebol bonito, e isso leva mais gente aos estádios, não só da Luz, mas também ao dos nossos adversários, que têm medo de jogar contra um mar vermelho, à semelhança do que aconteceu em 2005, na altura do título de Trap.
Lutaremos claro, porque “somos de um clube lutador”, contra aqueles que se coloquem à nossa frente e que tenham por intenção impedir que cheguemos à promised land: Xistras, Lucílios, Henriques, Gomes, Elmanos, Olegários, Proenças, todos. Fomos beneficiados em poucos jogos, mais precisamente em um, contra o Sporting de Braga, é verdade, por um dos filhos do Apito Dourado, o Paulo Baptista, mas a quantidade de vezes que fomos prejudicados é muitíssimo maior. Como ficou provado frente ao Nacional, ao Setúbal, ao Porto, ao Leixões, etc, por vezes não é só contra os nossos adversários que temos de jogar. É também contra “os outros”.
Mas dizia que para que tal sonho se volte a realizar, é preciso primeiramente que os benfiquistas se unam (pois, por vezes, somos o nosso pior inimigo), que olhem todos para diante, isto sem nunca perder o espírito crítico positivo em relação à estrutura e funcionamento daquele que acreditamos ser o maior e melhor clube do Mundo e sem também deixar passar em branco todos os actos incorrectos e que infringem com as leis e com o bom funcionamento do futebol português, desde à passividade de uns que se escondem e se tornam subservientes daqueles que na realidade deveriam ser os seus rivais também, aos actos de corrupção de outros, ou até mesmo os salários em atraso de terceiros.
E é precisamente revendo a nossa própria História que nos encontraremos connosco mesmos: teoricamente, nunca fomos, desde início, o clube que iria ganhar a tudo e a todos. Não começámos com muito dinheiro. Não começámos com as melhores instalações. Não tínhamos sequer campo próprio, ou banhos de água quente para os atletas. Não planeámos a formação de um clube nos salões de Lisboa, nem em grandes jantares. Não. Foi numa simples farmácia de Belém. E apenas com o querer de um grupo de 24 homens, entre os quais se destacava Cosme Damião.
Desde início foram tantas as dificuldades: os nossos campeonatos eram propriedade dos ingleses que faziam o que queriam de nós: jogavam quando queriam, como queriam e ganhavam de qualquer das maneiras. Mas nós reagimos. Mas nós revoltámo-nos. E montámos aquela que seria a primeira equipa a derrotar os ingleses. E assim fomos seguindo o nosso caminho. Ganhámos os campeonatos de Lisboa, o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal, a Supertaça, a Taça dos Campeões Europeus, a Taça Latina e muito mais. Palmarés vastíssimo o do nosso ecléctico clube. Os ingleses foram-se, mas hoje, o nosso futebol está novamente minado de outros ingleses, cuja bandeira é a da corrupção. Tal como no início do século XX, eles jogam quando querem, pedindo o adiamento dos seus jogos ou provocando os outros clubes a adiar as suas partidas, e acham que os meios que utilizam para chegarem aos fins que pretendem são adequados e justos. Mas, tal como no passado, reagiremos e lutaremos.
Mas dizia que esse sentimento crescente de esperança, de união e de vitória que se conseguiu, pouco a pouco, foi alastrando a uma sociedade inteira, tanto que nos anos 40, 50 e 60, mesmo num país dividido política, social e economicamente, havia um denominador comum a muita gente: o Benfica. Era o Benfica que unia um país dividido. Era o Benfica que dava esperança a quem não a tinha. Quem não sabe como as pessoas paravam para ver o Benfica na televisão? Quem é que não sabe que quando o Benfica jogava, se perguntava “por quantos é que ganhámos?” e não “hoje ganhámos?”? É esse o Benfica que queremos hoje. Queremos o Benfica que tinha o estádio sempre cheio, que tinha uma dimensão europeia intocável e que ganhar 8-0 a uma equipa de outro país não era uma meta impossível. Queremos dentro de campo figuras míticas como Eusébio, Coluna, Humberto, Rui Costa.
E, para que tal suceda, é preciso criar as condições necessárias. E foram efectivamente criadas! O Benfica recuperou da pior crise financeira de sempre, consolidou as contas, montou uma equipa ganhadora, maioritariamente composta de portugueses, construiu um novo estádio, mobilizou milhares de não-sócios tornando-os sócios, construiu um complexo de treinos, o Caixa Futebol Campus, modernizou o seu Jornal, revelou uma nova revista e foi pioneiro no lançamento do primeiro canal televisivo de um clube em Portugal. Mas, mais importante que tudo, salvámos as modalidades: do Basquetebol ao Andebol, passando pelo Hóquei em Patins, o Benfica estava numa situação miserável. E foi tudo reabilitado. No Basquetebol, hoje temos a melhor equipa portuguesa, indiscutivelmente (21 vitórias em 21 jogos); no Andebol, acabámos com uma agonia de 18 anos sem sermos campeões graças ao mágico Aleksandr Donner; no Voleibol, voltámos a ser campeões e a ganhar a Taça; no Hóquei, que esteve à beira do fim, voltámos a ombrear com o FCP, fazendo sempre frente ao Sistema que continua instalado nesta modalidade; o Râguebi tornou-se mais forte; o Futsal é de impor respeito a qualquer um, depois de tantas taças e campeonatos ganhos nos últimos anos; o Atletismo, o Triatlo, o Ciclismo, o Judo, o Ténis de Mesa, todos estão claramente a progredir. Tivemos uma prestação soberba nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, o que fez com que o nosso clube trouxesse mais medalhas que o nosso próprio País.
Já passámos por tanto ao longo da nossa história... desde a deserção de oito jogadores para um clube que lhes oferecia banho de água quente no final dos jogos, à derrota em seis finais europeias, aos 7-1 infligidos pelo Sporting, a sucessivos desfalques e roubos de um dos nossos presidentes, aquele que em primeiro lugar se prontificou a lutar contra o clube da nova ditadura (futebolisticamente falando) em Portugal, e, até mesmo à morte de um dos nossos em campo.
O que hoje vivemos, comparado com o que viveram os grandes benfiquistas do passado, não é nada. Se nos deitarem abaixo, devemos reagir, levantar. Se nos baterem outra vez, reagiremos novamente, seguiremos caminho. E ganharemos.
Olhemos para o passado para aprender de novo. O que não nos mata, torna-nos mais fortes.
Louvo por isso a equipa técnica do Benfica, especialmente Quique Sanchez Flores, homem de ideias firmes, coerente e que acredito saber o que quer para o Benfica, com realismo e com serenidade. Amado por uns, criticado por outro, Quique sabe o que é melhor para o Benfica. Quando elogia, dá motivação. Quando critica, consegue espicaçar os jogadores, feri-los no orgulho, tornando-os mais fortes de jogo para jogo. Não lhe peçam para ser consensual. Nunca ninguém o conseguiu ser. Também congratulo Rui Costa, administrador da SAD e director desportivo do nosso clube, um filho da casa, o meu ídolo no futebol, um homem de valores e que zela pelo nosso clube, pondo-o sempre à frente dos seus interesses pessoais, como foi sabido aquando da sua transferência para Florença e não para o dream team de Cruiff, em Barcelona. E, por fim, também devo dar uma palavra de apoio, de confiança e de gratidão a Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica, o homem sob o leme do qual voltámos a conquistar todos os títulos a nível nacional, se bem que tenham sido poucos, é verdade, mas com o qual começámos a reestabelecer a dignidade, a força e a mística quase perdidas com João Vale e Azevedo. São 9 anos de Benfica que Luís Filipe Vieira leva, 6 deles enquanto presidente e três como segunda figura, mas que sabemos bem que era ele que mandava e não Vilarinho. É dos mandatos mais longos da história do nosso clube, apenas ultrapassado por Bento Mântua, o que é sinal de estabilidade e não de estagnação.
Escrevo isto sem esquecer os jogadores, em especial aqueles que têm mais anos de Benfica e que por isso conseguem entender perfeitamente a mística do clube. Falo de Nuno Gomes, capitão, jogador de equipa, máximo marcador do campeonato português em actividade e ser humano de grandes qualidades, defendendo aquilo que acha ser o mais justo: desde a paralisação do campeonato por salários em atraso, às críticas internas sobre o facto de não deixarem os jogadores do Benfica trabalhar com tranquilidade e até mesmo as críticas a pseudo-treinadores de futebol cuja função de apanhar e distribuir pinos era feita na perfeição, mas comandar um grupo de homens é tarefa muito árdua. Falo de Carlos Queiroz. Por alguma razão Nuno Gomes está excluído da “selecção de todos nós”, (ou seja, portugueses e brasileiros também). Continuando nos jogadores, o meu “obrigado” a Luisão, capitão sem braçadeira, o homem que, se for preciso, dá o murro na mesa. Que estes dois exemplos inspirem Miguel Vítor e Rúben Amorim entre outros jogadores e futuros atletas do Benfica, mas especialmente estes dois que referi, pois possuem uma qualidade intrínseca que mais nenhum jogador do Benfica (posso estar enganado) possui: são realmente benfiquistas, desde pequeninos. Que a sorte e a coragem os acompanhe para daqui a vinte anos os recordarmos juntamente naquela restrita galeria dos eternos.
Por fim, uma palavra também para a blogosfera benfiquista. Sim, para vocês que nos lêem e que se calhar até têm um blog como nós: temos muito mais força do que aquilo que pensamos. Não sabemos é utilizá-la. Experimentem colocar todos o mesmo post, no mesmo dia, com a mesma mensagem de apoio ou de ida ao Estádio da Luz. Estou certo que os resultados seriam certamente gratificantes.
Este texto é também um teste à vossa resistência e paciência: se o leram integralmente até este ponto em que vos escrevo, sei que apoiarão o Benfica, seja na Luz, em Alvalade, no Dragão, em Braga, em Setúbal, onde for preciso. Porque eu acredito. Porque eu tenho na alma a chama imensa.
“Esta é a nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento.”
É por isso que eu digo que é tempo de Ser Benfiquista.
Um por todos.
E Pluribus Unum
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