quarta-feira, 2 de maio de 2007

Últimos 5 dias

Não! Não fui parar ao hospital nem morri. A razão pela qual não escrevi nada neste blog não foi nada relacionado com isto. Não tenho tido muito tempo, por isso, só agora vou poder escrever sobre o que se tem passado. Comecemos então por sábado:

No sábado, o Boavista, treinado pelo "special neurónio", conseguiu arrancar uma importante vitória ao Porto. Importante porque lhes retira o perigo de descerem de divisão (mas isso a mim não me interessa...), mas também importante na medida em que possibilitou-nos a aproximação aos comandados de Vítor Baía, o verdadeiro treinador do F.C. Porto.
Mas, voltando a este jogo há algumas coisas a comentar e outras a reter:

Em primeiro lugar, a passividade e postura (ou falta dela, para bem de todos) da equipa do F.C. Porto que se deixou dominar por completo por um Boavista que, na minha opinião, não tem nada de excepcional (a não ser o neurónio do seu treinador!).
Em segundo lugar, as inúmeras agressões (ver "Facilidades a mais para um dragão forjado") protagonizadas pelos jogadores do F.C. Porto. Foi um jogo que deu para: uma patada de Adriano a Peter Jehle, uma entrada de cotovelo do Ricardo Costa ao Linz, Bosingwa a tentar ficar com os calções do Grzelak, Raúl Meireles a acertar em cheio na perna do Tiago, Marek Cech a placar Heldér Rosário, Bruno Alves a ter uma entrada karateca (como ele tão bem sabe...) sobre Cissé, Ricardo Costa, mais uma vez, a esmurrar Grzelak, e depois a dar-lhe mais uma patada. (Pausa para descançar). Bruno Alves, a mostrar que é um jogador versátil, ora agredindo ao pontapé ora agredido ao cotovelo. Depois, mais uma vez Bruno Alves, agora até com a bola em sua posse, afasta os adversários com o cotovelo. Quaresma tenta pontapear Lucas, Adriano cava um penalty ao Jehle, enganando muito bem o árbitro (se fosse jogador do Benfica era batoteio, mas por ser do Porto é esperto). Quaresma com o pé em riste quando a bola já estava fora. E por fim, Renteria a pisar a cabeça do William.

No final do jogo conseguimos ver na cara do Jesualdo Ferreira (o adjunto do Baía) a expressão de um cão abatido, mas muito assustado, movendo os olhos rapidamente, ora para a esquerda, ora para a direita (possivelmente para ver se vinha aí algum Super-Dragão com um Cocktail Molotov, ou alguma coisa do género.

Mas o que interessa é que, no final do jogo, tinhamos grandes probabilidades de sermos campeões.

Chegou domingo, o grande dia. Eu, confesso, estava com uma enorme segurança que íamos ganhar o derby. Afinal, nos últimos anos, quando temos jogado partidas decisivas com o Sporting para o fim do campeonato, temos ganho todas (com o golo de Geovanni em Alvalade e com o golo do Luisão na Luz). Fui ao estádio, pois claro, com um amigo meu. Quando estávamos a atravessar aquela ponte que dá acesso ao estádio (antes de sermos revistados) o speaker começa a anunciar o onze do Benfica, e eu em antecipação, fui dizendo um a um os números por ordem e o jogador correspondente, tal como o speaker faz: Nº12 -Quim!, nº3 Anderson!, nº5 Léo!, nº6 Petit!, nº8 Katsouranis! nº10 Rui Costa, nº20 Sim...??? 21 Nuno Gomes? E então o Simão?! Nesse momento senti uma enorme onda de pessimismo abater-se sobre mim. "O Simão não joga", pensava ainda sem acreditar naquilo que já tinha ouvido. Mas tudo bem, ainda assim podemos ganhar, afinal somos mais fortes! Mas logo no primeiro minuto perdi toda a confiança que tinha! Como é possível, num jogo destes, com uma equipa daquelas, sofrer um golo daquela maneira, no primeiro minuto? Como pode a equipa entrar amedrontada? Como é que não jogam com mais confiança? O que é que se passa? Não sei.
Mas aos 26 minutos o Benfica renasceu: Miccoli, (quem mais?) o italiano que já começa a deixar saudades, fez um bolo golo dando-nos um empate que de pouco nos serve. Até final do jogo ora uma incidência na baliza do Quim, ora outra na do Ricardo, mas nada de muito perigoso. O empate justifica-se, não pelo que as equipas fizeram, mas sim pelo que as equipas não fizeram.

Fico desanimado, pois claro, mas ainda assim penso que é possível (embora muito pouco provável) sermos campeões, se não reparem:

O Sporting ainda deve empatar mais um jogo (ou em Coimbra ou em casa com o Belém). O F.C. Porto vai empatar esta jornada com o Nacional em casa (ou perder por 0-4 também não era nada mau...) e ainda pode perder na Mata Real. Nós temos de ganhar tudo! Em casa com a Naval, que atravessa um péssimo momento, fora com o Setúbal, uma equipa medíocre, e novamente na Luz com os estudantes. Se assim for, Benfica campeão, Sporting segundo a um ponto e Porto terceiro a dois pontos. Eu acredito!

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