terça-feira, 17 de julho de 2007

A importância de se chamar Moreira

No dia 3 de Novembro de 2001, num jogo disputado no Estádio da Luz, frente ao Vitória de Guimarães, Robert Enke lesiona-se à passagem do minuto 24. No banco, um jovem de apenas 19 anos é chamado a fazer a sua estreia. Esse jovem dava pelo nome de José Filipe Moreira. Aquando da substituição, os aplausos foram tímidos, pois as esperanças dos benfiquistas estavam postas no guardião alemão (um dos melhores que passou pelo Benfica nos últimos anos), e o estádio gelou, quando, ainda na primeira parte, um jogador do Vitória atirou uma bola ao poste daquele jovem que ninguém conhecia. No final do jogo, o Benfica tinha conquistado um empate a zero. Até final dessa mesma época de 2001/2002, o jovem Moreira ainda iria efectuar mais 9 partidas, concedendo apenas 6 golos, 2 dos quais de grandes penalidades.

Na época seguinte, Moreira fez mais 31 jogos para o campeonato, sofrendo 26 golos e em 2003/2004 Moreia efectuou 33 jogos, que lhe valeram uma merecida presença no Europeu 2004. Tudo parecia bem encaminhado, até que chega um senhor chamado Giovanni Trapattoni.


Em 2004/2005, o Benfica apresentava um novo treinador, Giovanni Trapattoni, que substituía José António Camacho, que assinara pelo Real Madrid. Trapattoni sabia que tinha no plantel três bons guarda-redes: Moreira, Quim, contratado ao Sp. Braga e Yannick, contratado ao Alverca. A concorrência era de peso e o treinador italiano fez da questão dos guarda-redes um tabú. No início da época, logo no primeiro jogo, o guarda-redes escolhido para defender a baliza do Benfica foi o mais jovem dos três, Moreira, num jogo frente ao Beira-Mar. O público da Luz gostou da decisão, pois Moreira já se havia tornado no menino bonito do Benfica. Até que chegou o dia do jogo com o Belenenses. No estádio do Restelo, o Benfica perde 4-1 e a titularidade é retirada a Moreira após esse jogo, apesar de ter sido um dos melhores em campo nessa noite. Até final do campeonato, Quim o guarda-redes substituto sofreu na pele e nos tímpanos o efeito daquela alteração de Trapattoni: Quim era constantemente assobiado pelos benfiquistas, que queriam ver Moreira entre os postes. Contudo, o Benfica acabou por se sagrar campeão, terminando um jejum de onze anos.

Na época seguinte, Trapattoni sai da Luz e entra para o seu lugar Ronald Koeman. Koeman diz que a decisão entre escolher Quim ou Moreira é praticamente impossível. Acaba por escolher Moreira, por apenas "ser mais novo". Contudo Moreira lesiona-se gravemente, ficando Quim novamente com a titularidade. O problema é que Quim também se lesiona e o Benfica ficou sem guarda-redes. Por isso teve de contratar um guarda-redes que fazia defesas impossíveis: Moretto. A luta pela titularidade, especialmente entre Quim e Moretto parecia ser intensa, o que levou a inúmeros desentendimentos entre o guarda-redes português e o treinador holandês.

Moretto parecia ser um dos responsáveis pelo mau ambiente que se vivia no balneário do Benfica, nomeadamente quanto à questão dos guarda-redes. Havia uma clara competição entre os três guarda-redes do Benfica, competição essa em que o fair play não parecia existir.

Com Fernando Santos, todos nos lembramos do que aconteceu.

Moretto foi emprestado e veio o Butt. Moreira parece que vai continuar a ser o terceiro guarda-redes para Fernando Santos, mas continua a ser o primeiro para os adeptos. A questão é: porquê dispensar um guarda-redes que só quer ser titular para contratar outro que só quer ser titular também? Então por que é que o engenheiro mantém Moreira no plantel? É só para fazer número, ou é para termos o mínimo de jogadores formados no clube para podermos ir à Liga dos Campeões? Não sei, e provavelmente nunca ficaremos a saber.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Não faz falta!

Na "ressaca" da eliminação do Mundial sub-20, frente ao Chile, disse o que pensava da atitude dos jogadores da nossa selecção e também falei do que deveria ser a formação em Portugal. Só não "ataquei" um dos responsáveis por esta desastrosa participação, o seleccionador José Couceiro. Mas não pensem que me esqueci dele, pois José Peyroteu Couceiro é um dos maiores responsáveis por tudo isto.

P.S. Para quem não é de Lisboa e não viu os cartazes, chamo atenção a este, da candidatura do Bloco de Esquerda. Foi este cartaz que me serviu de inspiração para fazer esta montagem.




sexta-feira, 13 de julho de 2007

Dúvida da semana

Começou por ser Sporting...

Alfredo Holtreman (Visconde de Alvalade)


Também já foi Sportém...

Sousa Cintra


Mais recentemente era o Esporting...

Mário Jardel


Com este senhor era Sbording...


Paulo Bento


E agora, já é Sportîvic!











Purovic Stojkovic



O que será a seguir?

A entrevista

Ontem, como se devem ter apercebido, na RTP1, Luís Filipe Vieira foi ao programa Grande Entrevista, para falar do Benfica, mais concretamente das OPA's de Joe Berardo e dos chineses, de entradas e saídas de jogadores, dos contratos com a Olivedesportos, do nosso futuro canal, da [falta de] verdade desportiva em Portugal e de José Veiga.

Como principais momentos desta entrevista há que destacar as possíveis entradas e saídas de jogadores. Vieira afirmou que aqueles que entram no estágio não sairiam a meio. Felizmente, na minha opinião, ainda bem que esta afirmação de LFV não se confirma.

A outra parte da entrevista a destacar é o contrato que o Benfica vai cumprir até 2013 com a Olivedesportos. É basicamente um contrato em que o Benfica recebe moedinhas castanhas enquanto Sporting e Porto recebem notas roxas. Um contrato assinado por Vale e Azevedo, nos tempos em que o Benfica andava com a corda na garganta.

Quanto a reforços, LFV anunciou a vinda de mais três jogadores. Na minha opinião serão um guarda-redes que aceite ser terceiro guarda-redes (tal como Hilário aceita a sua posição no Chelsea), um ou dois defesas centrais (caso Anderson saia e Sretenovic não convença o engenheiro) e se calhar um médio para colmatar a saída do Karagounis.

Tempo perdido - Uma questão de mentalidades

Ontem perdi noventa minutos da minha vida. Porquê? Porque caí na asneira de ver a nossa selecção de sub-20 jogar e, sinceramente, não gostei nada do que vi. Foi uma vergonha.

Mais uma vez, as nossas selecções jovens mostraram que não dignificam a camisola que usam: os jogadores que estiveram ontem a jogar frente ao Chile não passam de um bando de miúdos mimados. Não se empenharam, não mostraram vontade, e pior, mas à portuguesa, como já tinham percebido que o jogo estava perdido, mostraram toda a sua inteligência (ou falta dela), agredindo o adversário e atirando um cartão amarelo ao árbitro. Resultado: os dois jogadores, Mano e Zequinha, por ordem das atitudes acima mencionadas, foram naturalmente expulsos.

Esta irracionalidade é típica dos jogadores das nossas selecções. Sempre que nos encontramos em situação desfavorável numa prova importante, reagimos sempre a quente e isso nunca nos deu bons resultados, senão vejamos: Euro-2000, após Abel Xavier ter jogado a bola com a mão, toda a equipa portuguesa se acerca do árbitro para tirar satisfações. Mesmo após Zinedine Zidane marcar a grande penalidade que ditou o afastamento da nossa selecção, os jogadores continuaram a protestar: resultado? Abel Xavier, Nuno Gomes e Paulo Bento acabariam por ser exemplarmente suspensos pela UEFA, com castigos na ordem dos oito meses; Mundial 2002, a perder com a Coreia do Sul, desta vez é João Pinto que se descontrola e acaba por agredir o árbitro da partida: resultado? Para além de ser expulso (ficámos a jogar com nove), fomos eliminados do Mundial e João Pinto foi suspenso por quatro meses; Euro-2006, Ricardo Quaresma agride o guarda-redes alemão; e por fim agora esta situação no Canadá.

É de facto incrível como é que as nossas selecções, em gerações diferentes mostram este tipo de atitudes. Agora, uma coisa é certa: todas elas passaram-se com treinadores que não têm grande controlo emocional com as suas equipas: Humberto Coelho, António Oliveira, Agostinho Oliveira e José Couceiro. Queria ver se isto acontecia com o sargentão Luiz Felipe Scolari.

Algo tem de mudar ao nível da formação dos nossos jogadores, pois assim, é certo que não iremos longe.

E não iremos longe não só pelas atitudes de indisciplina. Também por causa do individualismo. Alguém contou quantos passes fez o Fábio Coentrão, o Feliciano Condesso, ou o Bruno Pereirinha? E quantas bolas é que perderam? Péssimo jogo destes três. Se continuam assim, não terão futuro no futebol. E o que dizer dos centrais? João Pedro e Paulo Renato. O primeiro é simplesmente um azelha. "Não dá uma prá caixa!". É mesmo muito mauzinho. O outro, o tal que vai para o plantel principal de Paulo Bento, para além de ter uma excelente média de 0,5 penalties cometidos por jogo é um passador. A destacar de positivo na selecção, apenas o guarda-redes, Rui Patrício, e o latertal-esquerdo, Antunes, porque de resto...

O terceiro problema é a maneira como é encarado o profissionalismo e a formação em Portugal. Em Portugal, os jogadores não treinam: brincam com a bola, fazem uns passes, dão umas corridinhas a passo de marcha e nada mais. Deviam ter visto o aquecimento da equipa do Celtic de Glasgow quando veio jogar à Luz, ou então a tareia que Rafa Benítez deu aos seus jogadores depois de perderem na Luz.
No estrangeiro os treinos baseiam-se na forma e na força física, assim como a formação.
Cá, os treinos são dar umas corridinhas e as "peladinhas a meio-campo". A formação de jogadores passa simplesmente por saberem fazer umas fintas. Lá fora, passa por ganharem velocidade e por ganharem força.

É uma questão de mentalidades que diferencia o sucesso do insucesso, a disciplina da indisciplina.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

OPA

Em primeiro lugar fiquem a saber que percebo tanto de OPA's como de culinária, ou seja, quase nada. Por isso, não me posso pronunciar quanto aos benefícios ou lucros que o Benfica pode tirar com este investimento feito pelos chineses.

Por isso, o que posso dizer é que me orgulho por ver tanto interesse nas acções e no próprio clube, que é reconhecido como um dos maiores e melhores do Mundo. Sim, porque as acções só estão na bolsa há cerca de mês e meio e não há seis ou sete anos...


Depois dos ridículos 3,50 € que Joe Berardo ofereceu, aparece agora, finalmente, uma OPA a sério. 7,00 € por acção, ou seja, um lucro de 2,00 € por acção. Pensei logo: "Eh pá, é já vendê-las!" Mas depois , bem vistas as coisas, é melhor ficar com elas, por três motivos: primeiro, porque custa-me a ver o Benfica nas mãos de estrangeiros, ainda por cima não-europeus; segundo, porque estes clubes que têm sido comprados por investidores estrangeiros ficam cheios de problemas: o Chelsea, por exemplo tem dívidas que nunca mais acabam, enquanto no Manchester United o preço dos bilhetes aumentou de forma excessiva; terceiro, daqui a uns meses ou um ou outro ano, novas OPA's terão sido feitas, e por essa altura, já as acções valerão mais do que 10,00 €. Por isso, é mantê-las e aguardar...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

«Cale-se, homem! O senhor não é mais portista do que eu!»

Este é daqueles posts que o Vermelhovzky mais gostará de ler.

Recentemente encontrei-me com um tio numa festa. Este meu familiar mora no Porto e até tem um cargo importante. É um Benfiquista como há poucos e curiosamente frequenta um restaurante em que vão alguns árbitros e ex-árbitros do nosso campeonato. A história que ele me contou e que ele próprio ouviu foi proferida pelo ex-árbitro Carlos Carvalho, quando já tinha bebido um copito a mais: tudo se passou no jogo F.C. Porto x Salgueiros, que decorria no Estádio das Antas (felizmente já demolido). Ao intervalo, o Salgueiros vencia por 0-1, e, enquanto o árbitro se dirigia para os balneários, ia ouvindo as boquinhas de Pinto da Costa, que o insultava e ao mesmo tempo o acompanhava aos balneários. Farto do presidente portista, Carlos Carvalho solta está pérola:

«Cale-se, homem! O senhor não é mais portista do que eu!»

E ficou-se por aqui, mais não disse. Curiosamente, o F.C. Porto acabou por ganhar esse jogo.

P.S. É por estas razões que o meu tio diz que o Paulo Costa não bebe vinho, pois se ele desata a falar, Pinto da Costa bem pode ser preso.

O estranho caso de Miccoli

Pontaria... o eterno problema de algumas equipas. É o caso do Sporting, que, apesar de ter contratado três jogadores para a frente de ataque, nenhum deles consegue chutar uma bola a uma distância de 11 metros (o equivalente a um penalty) na direcção pretendida. Ora confirmem.

Mas o principal motivo que me levou a escrever este post não é a aselhice dos lagartos. É a ida do nosso Piccoli Bombardieri para o Palermo. Assim sendo, Miccoli não será jogador do Benfica para esta temporada, e estamos no mercado à procura de um ponta-de-lança quando o temos nos juniores, o Yu Dabao.

Mas porque terá Miccoli escolhido o Palermo e não o Benfica ou até mesmo o Porto? E porque é que a Juventus disse pelo seu treinador, Claudio Ranieri, que contaria seguramente com Miccoli para esta temporada e depois despacha-o para uma equipa de segundo nível, que nem sequer vai jogar na Champions League e nem sei se joga na Taça UEFA? Porque escolher uma equipa sem ambições em Itália em vez de uma equipa com enormes ambições em Portugal? Há muita coisa mal contada neste negócio.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Benfica 2007/2008

Ultimamente o tempo não tem sido meu amigo. Falta-me algum tempo para escrever posts mais longos no blog, mas aqui vai um, por isso, quem não tiver paciência para o ler que pare já aqui.

No Benfica, a movimentação de mercado tem sido rápida e a meu ver bastante eficiente: Cardozo já começa a dar provas daquilo que vale ao marcar um golo à ponta-de-lança pela sua selecção, o Paraguai. Bergessio é outro dos avançados em que deposito grande confiança, pois parece ser móvel, rápido, e com "faro para o golo", isto, claro está, pelos vídeos que tenho visto no Youtube. Zoro, também parece que já está a mostrar serviço nos treinos, pela forma aguerrida como disputa cada lance e também pela força e pelo físico. Outra bela contratação parece ser o Fábio Coentrão: fiquei bastante surpreendido e ao mesmo tempo agradado pela sólida e convincente exibição do jovem extremo encarnado frente à selecção neozelandesa. Sretenovic parece ser a grande incógnita deste plantel. O jogador sérvio apesar de impor respeito, penso que terá algumas limitações técnicas, que deverão ser um obstáculo à sua adaptação ao futebol português. Além disso o seu clube desceu de divisão no modesto campeonato da Sérvia. Não me inspira grande confiança.

Mas, na minha opinião, a grande "contratação" do Benfica neste defeso foi Manuel Fernandes. Fiquei muito agradado com as exibições do nosso Manélélé no Europeu de sub-21 e penso que será uma mais valia para a nossa equipa, especialmente numa época em que há mais uma competição para jogar.

Quanto a dispensas, Karagounis é sem dúvida a grande perda do Benfica. Na minha opinião, Karagounis foi o jogador mais valioso do Benfica na segunda metade da época, conduzindo a equipa muitas vezes à vitória. Será muito difícil encontrarem um substituto à sua altura.
Por outro lado fico contente quando percebo que ao fim de alguns anos de gestão, a direcção consegue, finalmente, fazer algum dinheiro com jogadores que pensamos que ninguém quer: são bons os exemplos de Manduca, Amoreirinha, Beto, etc.
Quanto a Anderson, sinceramente, pode muito bem sair. Não quero jogadores descontentes no Benfica e também não morro de amores por este central, até porque perdemos imensos pontos à custa deste senhor.

Mas as revoluções no Benfica não ficam por aqui, pois também há mexidas internas: o departamento médico foi quase todo remodelado, ficando apenas o cinesioterapeuta Rodolfo Mouro e o médico João Paulo Almeida. Já no departamento de formação e de prospecção, António Carraça deu o lugar a Rui Águas, que vai fazer tudo para conseguir os melhores jogadores jovens para o Benfica. Aliás, Águas já afirmou que o seu filho, Martim, de 13 anos, ponta-de-lança nas escolas do rival Sporting, será um dos "mini-reforços" do Benfica.

Com isto tudo, o Benfica, que foi a equipa que começou a preparar a época mais cedo, parece ter todas as condições para ser campeão: plantel já definido, vários jogadores capazes de serem titulares sem diminuir a qualidade do onze, e bons departamentos de medicina e prospecção. A margem de manobra terminou para Fernando Santos. É o ano em que terá de ganhar no mínimo uma competição, visto que as condições estão totalmente reunidas para que tal aconteça.

Craques Leoninos

Craques Leoninos


Super Maxi

Perna de Pau



Falta-vos o Epá!

Falam falam do Nuno Gomes, mas este Maxi é mais Floribela e deve pentear mais vezes o cabelo durante o jogo do que o avançado do Benfica.

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De um benfiquista para os benfiquistas. Este é um blog para todos os que, diariamente vivem e respiram Benfica. Viva o Sport Lisboa e Benfica!

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