sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Pepe

Na última quinta-feira, Luiz Felipe Scolari anunciou a convocatória para o duplo compromisso da selecção frente à Sérvia e frente à Polónia. De entre os 23 convocados, destacam-se os regressos de Nani, Hugo Almeida, Petit e Maniche, para as saídas de Miguel Veloso e João Tomás. Há ainda a convocação de um jogador brasileiro, o Pepe.

Não sou xenófobo, racista, nem anti-brasileiros. Aliás, até gosto de comer naqueles rodízios brasileiros. Mas custa-me ver jogadores como Pepe ou Deco vestirem a nossa camisola. E não me custa ver Nélson Évora, Naíde Gomes, Francis Obikwelu, Eusébio ou Coluna usar/usarem a camisola das quinas. E porquê?

Há alguns que o fazem por necessidade laboral. Deco e Pepe sabia que nunca iriam jogar na selecção brasileira pois não têm qualidade para isso. Na altura, Deco estava tapado por jogadores como Ronaldinho, Kaká, Juninho Pernambucano, Zé Roberto, Emerson, Gilberto Silva, entre outros, assim como Pepe está hoje tapado por Lúcio, Juan, Luisão, Cris, Alex e Alex Silva. Deco e Pepe estão a jogar na selecção portuguesa pois sabem que não conseguiriam nunca ingrssar na canarinha.

E então Nélson Évora, Naíde Gomes, Francis Obikwelu, Eusébio e Coluna? Por que é que eu os aceito com a bandeira portuguesa? Simples. Nenhum deles quis ser português só para poder jogar na selecção ou representar o país. Eusébio e Coluna vieram de colónias portuguesas antes do 25 de Abril de1974, numa altura que Moçambique ainda era de Portugal (o Brasil já é independente desde 1822!). Obikwelu, Évora e Naíde Gomes vieram para Portugal porque lhes oferecia melhores condições de vida. Toda a gente sabe a história da vida de Obikwelu: penou muito para chegar onde chegou e não se naturalizou por interesse. Qualquer um destes atletas é português porque quer e não porque não conseguía jogar ou competir pelo seu país.

É esta a grande diferença: a naturalização pelo coração e a naturalização pelo interesse desportivo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Sorte madrasta

O Benfica bem se pode queixar do sorteio para a Liga dos Campeões. Não tivemos mesmo sorte nenhuma. Como cabeça de série temos a honra de receber o todo poderoso e campeão europeu, AC Milan, possivelmente a melhor equipa do século XXI, até ver e equipa melhor colocada no Pote 1. Do Pote 3 a sorte ditou-nos o Celtic de Glasgow. Mais uma vez vamos defrontar os verde e brancos, à semelhança do que aconteceu na época passada. Já aprendemos com os erros de Glasgow e nova derrota, ainda por cima daquela maneira não se pode suceder. O Celtic era a equipa mais bem colocada no Pote 3 (melhor ranking). Como não era possível receber a equipa mais bem colocada do Pote 4, o Glasgow Rangers, visto já termos uma equipa escocesa no grupo, tivemos a "sorte" de nos deslocarmos à gelada Ucrânia para defrontar a segunda equipa com melhor ranking naquele Pote, o Shaktar Donetsk, que se reforçou (e bem) com excelentes jogadores, muitos deles brasileiros (Willian) e Lucarelli (lembram-se?).
Uma pequena nota para as outras equipas portuguesas: o Sporting voltou a ter azar, pois tem no seu grupo equipas como o a AS Roma e o Dinamo de Kiev, para além de ter de reencontrar Queirós, Cristiano Ronaldo e Nani, agora no Manchester United. O FC Porto deve ter dado chocolatinhos, fruta e café com leite às bolas do sorteio. Tem o grupo mais fácil dos três grandes. Tem o Liverpool, vice-campeão europeu, o Olympique de Marselha, que já há muitos anos não vinha à Champions e ainda o Besiktas, de Rodrigo Tello.

Também foram dados os prémios referentes à UCL do ano passado:

Melhor guarda-redes: Petr Cech (Chelsea FC)

Melhor defesa: Paolo Maldini (AC Milan)

Melhor médio: Clarence Seedorf (AC Milan)

Melhor avançado: Kaká (AC Milan)

Fiquem agora com os grupos da UEFA Champions League deste ano:

Grupo A







Grupo B







Grupo C







Grupo D







Grupo E







Grupo F







Grupo G







Grupo H



Sorteio UCL

O sorteio da UEFA Champions League realiza-se daqui a duas horas. Sinceramente estou algo nervoso para o sorteio. Porquê? Porque as equipas que se situam nos potes 3 e 4 são bem mais fortes do que as mesmas equipas do ano passado. Espero que o Benfica tenha a mesma sorte no sorteio que teve há um ano.

POTE 1





POTE 2






POTE 3






POTE 4






Olhando para os potes pode-se ver que é provavelmente a melhor Champions League dos últimos 10 anos. Estão lá as melhores das melhores, o que pode ser mau para nós. Em relação ao POTE 1 preferia o Real Madrid ou o Arsenal. O Real pois já não é o bicho papão do final da década de 90 início do novo século. O Arsenal porque é uma equipa que perdeu Henry e que não tem um ponta-de-lança fixo (van Persie e A. Hleb são extremos que jogam naquela posição), marcando poucos golos. A evitar os embates com o Barcelona e com o Manchester ou Chelsea.

No POTE 3 a escolha já é mais difícil, pois todas as equipas parecem estar ao mesmo nível. Visto não podermos defrontar o Sporting, prefiro encontrar a Lázio ou o Marselha, pois são equipas que não vêem à Champions League há já muitos anos. Um confronto com as equipas alemãs é sempre de evitar, assim como viajar até à gélida Rússia, para defrontar o CSKA.

No POTE 4 as equipas não são assim tão fáceis como aparentam ser: talvez só o Rosenborg ou o Slavia sejam equipas mais fáceis. Fenerbahçe, Dínamo de Kiev e Olympiakos são equipas a evitar.

Parece-me que a tarefa será muito difícil, sejam quais forem as equipas que iremos defrontar. Espero que a sorte esteja connosco e que o sorteio dite o que for mais fácil para o Benfica.

A Champions espera-nos!

Custou mas foi. O Benfica está pela terceira vez consecutiva na maior prova de clubes a nível mundial, a UEFA Champions League. Agora é esperar por logo à tarde para ver o que é que a sorte quer connosco, no sorteio do Mónaco.

Como já tínhamos ouvido nas notícias, o batatal de Copenhaga estava quase impraticável para jogar futebol. Não estava tão mal quanto o "relvado" na Arménia, mas estava sem sombra de dúvidas muito mal. Mas nada que não atrapalhasse os nossos grandes jogadores. Numa equipa com Rui Costa, Petit, Katsouranis e Nuno Gomes inspirados, o futebol de ataque seria sempre possível mesmo no pior dos relvados do mundo, e a vitória, mesmo com alguma sorte à mistura não seria surpresa nenhuma.

A verdade é que nos primeiros quinze minutos o FC Copenhaga entrou fortíssimo e encostou-nos à nossa área, como seria de esperar, pois eles necessitavam mesmo de marcar. Dispuseram de excelentes oportunidades para isso, mas a sorte, ou então o sentido posicional dos jogadores do Benfica evitou males maiores. Primeiro Léo (excelente exibição) na sequência de um canto e depois Cardozo (mais discreto mas muito útil) salvaram a bola em cima da linha de golo.
Aos poucos a equipa começou a libertar-se e a praticar o futebol à Camacho. Muitas lateralizações de jogo, com a bola a passar sempre dos pés de Rui Costa para a esquerda onde estava Di Maria, ou para a direita, onde estava Luís Filipe, sempre com a ajuda de um esforçado Nuno Gomes. A equipa continuava a soltar o seu futebol e o golo acabou por acontecer em mais um livre também à Camacho. Katsouranis, de cabeça, marcou o golo que permitiu ao Benfica ganhar mais alguma tranquilidade. Mais uma vez foi Katsouranis a decidir uma eliminatória, pois já no ano passado havia marcado o golo da tranquilidade frente ao Dínamo de Bucareste.
A partir de aí o Copenhaga voltou à carga. Pelas alas não obtiveram quaisquer resultados dignos de registo, pois Léo à esquerda e Nélson à direita estiveram muito bem. Pelo centro também foi difícil pois havia um "6", de seu nome Petit que foi um gigante, o autêntico pulmão da equipa. No centro da defesa as bolas aéreas pareciam ser todas nossas, pois Katsouranis sabia onde elas iam parar e Miguel Vítor rubricou uma exibição de um nível de um Ricardo Carvalho. É verdade que o árbitro poderia ter marcado um penalty contra nós, mas a sua não marcação não é nenhum escândalo.
Os dinamarqueses tiveram ainda duas ocasiões soberanas de golo na primeira parte: a primeira, na sequência de um livre na meia-lua, com um remate de Jensen ao poste. Mas penso que mesmo que a bola fosse à baliza estava lá o Quim que teve uma excelente estirada e fez uma boa exibição. A segunda oportunidade foi num cabeceamento de Allback que atirou a bola incrivelmente ao lado. Melhor para nós.
A segunda parte teve menos história: alguns remates perigosos de ambas as partes (estou a lembrar-me agora de um do nosso Cardozo e do Assis) e pouco mais. As substituições não me pareceram que trouxeram melhorias ao jogo, se bem que uma fosse mesmo forçada, mas era preciso dar descanso a alguns jogadores.
O melhor em campo é sem dúvida Petit. O pulmão da equipa. Pergunto-me: se este jogador se lesiona, o que é que vai ser do nosso Benfica? Tenho mesmo muito medo...

O mais difícil já passou. Agora é assistir ao sorteio de hoje à tarde e ver quem é que nos calha. Espero que seja um grupo bem acessível e que comecemos por jogar com a equipa mais fraca, pois o Benfica ontem não jogou mal, mas ainda há um longo caminho a percorrer para que a equipa possa jogar aquilo que é o seu potencial real.

Ficha de jogo

UEFA Champions League - 2ª mão da 3ª pré-eliminatória
Parken Stadium, Copenhaga
Árbitro: Eric Bramhaar (Holanda)
Assistência: 40 000 espectadores

FC Kobenhaven

Christiansen; Kvist, Gravgaard, Hangeland e Jensen; Wurtz (Sionko, 58 mi), Norregaard, Silberbauer e Hutchinson; Nordstrand (Ailton Almeida, 74 min) e Allback
Suplentes não utilizados: Coe, Wendt, Bertolt
Treinador: Stale Solbakken

SL Benfica

Quim; Nélson (Nuno Assis, ao int.), Miguel Vítor, Katsouranis e Léo; Petit, Rui Costa, Luís Filipe, Nuno Gomes (cap.) (Bergessio, 90+3 min) e Di Maria (Romeu Ribeiro, 74 min); Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Miguelito, Fábio Coentrão e Freddy Adu.
Treinador: José António Camacho

Disciplina: Cartão amarelo a Hutchinson (27 min); Cardozo (57 min), Katsouranis (68 min) e Miguel Vítor (88 min)

Marcador: Katsouranis (17 min)

Melhor em campo: Petit

terça-feira, 28 de agosto de 2007

A sempre compreensiva UEFA

A Grécia está de luto. Os terríveis incêndios já mataram mais de 60 pessoas e até o campeonato de futebol grego está parado devido a tal tragédia. Os incendiários têm a cabeça a prémio, e o governo grego oferece 1,4 milhões de euros a quem os apanhar. A tragédia que se vive na Grécia é enorme.

Espanha também está de luto. Não pelos incêndios mas pelo estado de saúde de Mariano Puerta, jogador do Sevilha FC que desfaleceu à meia hora de jogo da primeira jornada, frente ao Getafe. O estado de saúde do jogador é considerado muito crítico e se sobreviver ficará com sequelas graves.


Por estas duas razões, tanto o AEK de Atenas e o Sevilha pediram o adiamento do jogo à UEFA. Uns pela devastação que o país sofre, outros por causa do grave estado de saúde de um companheiro. A sempre compreensiva UEFA não acedeu aos pedidos das equipas, e disse que ambas jogariam hoje numa cidade que está quase a arder, num jogo sem condições. Os jogadores sevilhanos não têm condições: um amigo está internado no hospital em estado muito crítico. Liberopoulos, jogador do AEK, afirmou ontem que "é complicado falar num jogo de futebol quando os meus compatriotas morrem e vivem esta tragédia. Estarei em campo, mas a cabeça estará noutro lugar." A UEFA não acedeu.

Hoje, por volta das 15 h, António Puerta faleceu. A Grécia continua em chamas. A insensível, nojenta e forreta UEFA adiou finalmente o jogo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Novo reforço

Parece que o Benfica conseguiu garantir o concurso de mais um jogador. Chama-se Edcarlos, é um defesa central de 22 anos e actuava no São Paulo. Estava alegadamente pouco satisfeito por ser suplente na sua equipa. Não posso dizer se é bom ou mau jogador, mas que precisávamos de um jogador para aquela posição do terreno, precisávamos. Fico é um pouco desapontado, pois já tinha ouvido nomes de possíveis jogadores para reforçar aquela zona do terreno, nomes esses bem mais sonantes e de jogadores que conheço, tais como Alex Silva, Jean-Alain Boumsong, Nunes ou Zé Castro. Mas enfim, é o que se arranja. E se for bom... tanto melhor.

Parabéns, Campeão!


Porque o Sport Lisboa e Benfica não é só futebol. Somos provavelmente o clube mais ecléctico do Mundo e isso também se revê nas boas prestações de todos os atletas das mais diferentes modalidades: do futebol ao bilhar, do futsal ao ténis de mesa, do andebol ao atletismo.

E é precisamente no atletismo que me fixo hoje. Nélson Évora, atleta benfiquista de 23 anos, conquistou uma medalha de ouro nos Mundiais de Atletismo em Osaka, no Japão, na disciplina de triplo salto, alcançando uma impressionante marca de 17,74 m, melhorando o seu melhor salto em 23 cm. É sem dúvida o melhor saltador de Portugal e esperamos que consiga repetir o feito daqui por um ano, nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Muitos parabéns, Campeão Mundial!

As novas "regras" do futebol

Em meados deste mês, mais propriamente no dia 14, antes do campeonato começar, foi publicado um conjunto de "regras" cujo objectivo era, segundo Vítor Pereira e a Comissão de Arbitragem da Liga, " a protecção aos virtuosos e penalização do jogo violento".

Estas novas "regras" dividiam-se em cinco parâmetros:
"1º Combater de forma rigorosa todas as formas de jogo violento (de forma a proteger o espectáculo);
2º Punir o uso perigoso dos braços e dos cotovelos;
3º Atenção particular às simulações, principalmente às que possam subverter os resultados;
4º Promover o combate às perdas de tempo;
5º Aumentar o tempo útil de jogo. "

Vamos então analisar três jogos desta jornada: O SL Benfica - Vitória SC, o FC Porto - Sporting CP e o Boavista - Marítimo. Os dois primeiros pontos acima referidos referem-se ao jogo do Estádio do Dragão.
Ontem, podemos assistir a todo o tipo de entradas violentas por parte da formação "caseira". Quaresma põe o pé de maneira a tingir Miguel Veloso propositadamente com os pitons. Deveria exibir-se o cartão vermelho directo. Um pouco mais tarde, é Bosingwa que entra duríssimo sobre João Moutinho.


No segundo parâmetro, as entradas de cotovelo em riste de Pedro Emanuel sobre Derlei e de Fucile sobre Moutinho também seriam merecedoras de cartão vermelho, assim como a cotovelada de Ezequias sobre Nuno Assis na primeira jornada.
O terceiro parâmetro, ao contrário dos dois primeiros, tem sido tratado com excesso de rigor. Tal excesso que Edgar do Boavista e Fábio Coentrão, do Benfica foram penalizados por faltas que sofreram na grande área, nos seus jogos. Dois penalties por marcar.
O quarto e quinto parâmetros são já um hábito no futebol português. Quanto tempo terá perdido Nilson, guarda-redes do Vitória em pontapés de baliza? Se contássemos todos esses segundo daria para uns bons 7 minutos.

P.S. Só nos falta mais esta!

domingo, 26 de agosto de 2007

É oficial!


É oficial. Manuel Fernandes será jogador do Valência nas próximas seis temporadas. O clube ché contratou o médio defensivo do Benfica por um valor que ronda os 15 milhões de euros. Assim sendo, Manuel Fernandes não jogará no Everton e muda-se para a o clube da Liga Espanhola onde já jogam os portugueses Marco Caneira e Miguel. A cláusula de rescisão do jogador no Valência cifra-se nos 60 milhões de euros.

Onde é que eu já vi este filme?

Dois jogos, dois empates. Não é um começo auspicioso para o Benfica. E menos auspicioso fica quando verificamos que um dos empates foi em casa e outro em terreno neutro, com as duas equipas recém promovidas à Liga. Os quase 53 000 espectadores que ontem se deslocaram à Luz mereciam ter visto mais e melhor.

Quanto ao jogo de ontem posso dizer que foi mais uma desilusão. A defender estivemos bastante bem, sem dar erros e a dar pouca margem de manobra à equipa visitante. Já a atacar não se pode dizer o mesmo, na medida em que o Vitória soube fechar os caminhos para a baliza de Nílson e cometer faltas onde e quando eram necessárias. Analisando o jogo, podemos verificar que Camacho rompeu com a táctica usada por Fernando Santos, o 4x4x2 losango, passando a apostar na táctica que melhores resultados trouxe ao Benfica nos últimos 10 anos, o 4x2x3x1. O problema é que não se pode pedir a Camacho que faça a "omeleta" sem os "ovos", ou seja, não se pode jogar naquela táctica quando não se tem dois bons médios alas, como eram, por exemplo, Simão e Geovanni. Para a esquerda temos jogadores a mais (Fábio Coentrão, Freddy Adu, Di Maria), enquanto para a direita não temos nenhum, a não ser que a boa vontade de Bergessio ajude, se bem que aquela não é a sua posição natural. Daí que a contratação de um bom médio ala direito seja urgente.

O Benfica não consegui entrar no jogo a dominar. Aliás, nos primeiros 15 minutos, foi o Vitória que teve mais posse de bola. Depois, aos poucos, o Benfica foi recuperando e tomando conta do jogo. A defender estivemos bem, mas a atacar pareceu-me haver sempre alguma precipitação. Falta claramente alguém que pegue o jogo pelas alas de forma mas esclarecida. Nuno Assis e Fábio Coentrão não estiveram em bom plano, se bem que o segundo esteve melhor que o primeiro. Depois, mais à frente, com a entrada de Luís Filipe, o Benfica também não melhorou nada no que respeita às alas. Na minha opinião, tanto o "25" como o "2" não são jogadores que sirvam para o Benfica. Quem fez um grande jogo foi Petit, com uma entrega fabulosa, correu seguramente uns bons 10 km. Rui Costa, hoje em tarefas mais defensivas não teve tanta liberdade para atacar, se bem que os momentos mais perigosos tiveram assinatura do maestro. Nuno Gomes, mais atrás, e Cardozo mais à frente tiveram algumas boas oportunidades para inaugurar o marcador, mas estiveram ambos muito abaixo do que lhes é exigido. Quem esteve muito bem, tanto a atacar como a defender, foram os laterias, Nélson e Léo. O luso-cabo-verdiano parece ter agarrado o lugar de vez e até "calou" algumas bocas que o vinham a assobiar desde a época passada devido à grande exibição que rubricou ontem. Já para o lateral brasileiro foi mais um jogo "normal" jogando com a qualidade e entrega a que já habituou os Benfiquistas. Katsouranis e Quim também estiveram bem e Bergessio teve falta de tempo.


Mas quem mais se destacou ontem foi o júnior Miguel Vítor. Se estava nervoso disfarçou-o na perfeição. Parecia o Ricardo Carvalho: bem a defender, praticamente sem cometer faltas e seguríssimo a atacar. Quase marcava um golo a meio da primeira parte. Seria o coroar de uma exibição fantástica. Quem o ajudou bastante foi também o público: sempre que tocava na bola, fazia um passe ou um corte era aplaudido por todo o estádio. Romeu Ribeiro foi a segunda surpresa que Camacho reservou para a noite. Entrou na segunda parte para substituir Nuno Gomes, e jogou a um excelente nível como médio defensivo.

Esta foi a grande diferença da era "Santos" para a era "Camacho". A garra transmitida e a coragem para lançar os jovens. Com Fernando Santos eles nunca sairiam do banco... ou da bancada.

O árbitro do jogo, Lucílio Baptista, não teve influência no resultado, mas fez a típica arbitragem à portuguesa. "Não se marcam faltas a favor do Benfica à entrada da área, mesmo se os adversários utilizarem as mãos para se apoiarem nos ombros do Cardozo para saltarem mais alto e conseguírem ganhar lances de cabeça." É o futebol que temos.

Repito: empatar com o Vitória na Luz não é bom resultado para quem quer ganhar o campeonato, mas devo dizer que os minhotos têm uma boa equipa, muito organizada e com um excelente treinador. Podem vir a ser a revelação deste campeonato.

Ficha de jogo

Bwin Liga - 2ª jornada
Estádio da Luz, Lisboa
Árbitro: Lucílio Baptista (AF Setúbal)
Assistência: 52 464 espectadores

SL Benfica

Quim; Nélson, Miguel Vítor, Katsouranis e Léo; Petit e Rui Costa; Nuno Assis, Nuno Gomes (cap) (Romeu Ribeiro, 69 min) e Fábio Coentrão (Luís Filipe, 71 min); Cardozo (Bergessio, 80 min)
Suplentes não utilizados: Butt, Miguelito, Andrés Diaz e Freddy Adu
Treinador: José António Camacho

Vitória SC

Nilson; Andrezinho, Danilo (Moreno, 74 min), Geromel e Sereno; Flávio Meireles (cap), João Alves e Fajardo; Carlitos (Desmarets, 63 min), Alan (Ghilas, 54 min) e Mrdakovic
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Radanovic, Luciano Amaral e Felipe
Treinador: Manuel Cajuda


Disciplina: Cartão amarelo a Miguel Vítor (84 min); Fajardo (77 min) e Sereno (83 min)

Melhor em campo: Nélson

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Benfica e Selecção

E é já amanhã. O Benfica defronta o Vitória sem ter meio-campo. Vamos ver como Camacho vai arreglar la situación.

David Luiz lesionou-se num jogo de treino frente aos júniores do Benfica. Tal como diz a capa de um jornal desportivo, também sou da opinião que devemos ir à bruxa. Em 2005/2006 ficámos sem guarda-redes (Moreira e Quim lesionados) e tivemos de recorrer a um jovem inexperiente da equipa sub-19, Rui Nereu. De-mo-nos bem com essa aposta. Agora pode ser a vez de Miguel Vítor.

Quem parece estar a recuperar a bom ritmo é Luisão. O defesa central brasileiro, que em princípio só estaria apto para jogar a meio da próxima semana frente ao FC Copenhaga parece que já pode ser convocado. A sua utilização este sábado pode ser um risco que Camacho verá se quer ou não correr. Eu não correria. Basta lembrar o agravar da lesão de Luisão no ano passado frente ao Paris Saint Germain, no Parque dos Príncipes, que o impossibilitou de jogar até final da temporada.

Continuando neste tema de "defesas centrais", parece que Anderson, ex-jogador do Benfica, descobriu que Lyon é uma cidade do Brasil e que não se encontra em França. Pois é. Depois de tanta birra a dizer que tinha o filho doente e que precisava mesmo de ir jogar para o Brasil, acaba por ir jogar para ainda mais longe do filho. É preciso ser burro... mas ao menos vendê-mo-lo por uns belos 4 milhões de euros. Nada mal.

Da defesa, passamos para o meio-campo. Como se tanta dor de cabeça não bastasse, parece que não vamos ficar com o tal Oubiña. O Benfica não está disposto a pagar o que o Celta de Vigo quer e a mim parece-me que o jogador também não está muito interessado em deixar o seu país e o seu clube da segunda divisão. Enfim. Mas nem tudo são más notícias. Também há as péssimas. Gilles, esse fabuloso médio conhecido em todo o mundo (especialmente na Amadora) parece que vai ficar no plantel principal do Benfica. Estou para ver. Em Dezembro já voltou para a terra dele (ou então para a Amadora). Outra péssima notícia é a vinda de mais um jogador (ou dois!) que nunca provaram nada a ninguém. Chamam-se Christian Rodriguez e é esquerdino (já temos três para aquela posição) e ainda Maximiliano Pereira. Mais valia contratar uma cebola a sério!

O jornal Record avança mais uma vez com um enorme rol de contratações. Nos últimos dias foram Luccin, Edcarlos, Oubiña, Christian Rodriguez, e agora, mais recentemente, Alex Silva, irmão de Luisão. Esse sim devia vir para o Benfica, e até valia um esforço financeiro.

Por sua vez o jornal O Jogo "brinda-nos" com esta notícia. Em momentos de crise, como este, até estou disposto a aceitar este sacaninha de volta.

Mudando de tema. A selecção nacional voltou a desiludir e desta vez empatou no "batatal" da Arménia. É verdade que os arménios tinham um campo miserável, que corriam imenso, que aquela água que eles bebiam não era só água e que a arbitragem foi bastante tendenciosa, mas também houve alguns jogadores portugueses que não jogaram nada. Refiro-me a Jorge Andrade, Raul Meireles, Deco e Postiga. Jorge Andrade apresentou-se gordo e lento, não sendo capaz de acompanhar os defesas arménios em velocidade. Além disso foi o responsável no golo da Arménia. Já entendo porque é que anda a ser tão criticado no seu clube, a Juventus.
Raul Meireles foi uma sombra de si mesmo. Não soube atacar nem defender. Não marcou os adversários, não rematou, não soube passar a bola na altura. Deco, o maior produto da imprensa nacional e internacional, está lento, gordo, sem poder de explosão, a falhar cada passe que faz e não defende. Não defende! Não tem 30 anos e já nem corre para defender. Se não fosse um dos afilhados de Scolari já tinha saído há muito da selecção. Já Postiga foi o que se viu: está desmotivado, não sabe fazer as "tabelinhas" e também tem medo de se virar para a baliza e rematar. Não percebo porque não se apostou em João Tomás, visto que Nuno Gomes não estava a 100%.

P.S. Já sabemos o que vai acontecer quando o nome de Camacho for anunciado pelos altifalantes do estádio da Luz. O treinador espanhol será muitíssimo aplaudido. E no final o jogo? Se ganharmos, tudo bem, mais aplausos. E se perdermos? Voltamos ao mesmo?

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Porque é bom recordar - 1 de Julho de 2007

Pois, viu-se...

Citação nº 3

A 3ª frase que ficará guardada para a posterioridade é de um dos muitos "amigalhaços" de Pinto da Costa que usam relógios de ouro. O artista desta frase é Óscar Cruz, antigo dirigente portista, referindo-se ao que Pinto da Costa seria capaz de fazer pelo FC Porto.

«Eu penso que só não pode vender a mãe e a filha!»

E puff!


E puff! Assim sem mais nem menos, Luís Filipe Vieira despede um treinador e vai buscar outro em menos de 12 horas. A atitude do presidente do Benfica foi de uma baixaria tal que me custa a acreditar que ele seja um bom gestor de recursos humanos. Não o é com certeza.

A saída de Fernando Santos parecia inevitável. Aliás, o ex-treinador do Benfica parecia ter o seu destino traçado desde Maio deste ano. Parece-me que o grande problema aconteceu nesse mesmo mês: Luís Filipe Vieira esperava, certamente, a demissão do treinador no final da época. Isto já se havia passado com Camacho, Trapattoni e Koeman. Por que haveria Fernando Santos de resistir? Não iria, por certo. Mas resistiu. Resistiu e começou a preparar a nova época do Benfica com grande antecedência. Aí, Vieira percebeu que como Fernando Santos não se demitia, teria de ser ele mesmo a arranjar uma maneira de o mandar às urtigas.

Começou por dizer que manteria as bases das últimas épocas e que o Benfica teria obrigatoriamente de ser campeão devido a uma planificação perfeita. Fernando Santos manteve-se calado. Depois começou por vender Karagounis e por não manter Miccoli. Afastou José Veiga, o "anjo da guarda" de Fernando Santos, do cargo de director geral do futebol. Imediatamente após Fernando Santos ter dito que "seria um pesadelo perder Simão", o presidente do Benfica "desfaz-se" do melhor jogador do plantel por 20 milhões de euros em vez do valor da cláusula de rescisão, que ele tantas vezes falara. Como se isto não bastasse, e para colocar mais pressão num Fernando Santos cada vez mais fragilizado, Vieira afirma que "este é o melhor plantel dos últimos dez anos!". Só faltava perder o Manuel Fernandes... e perde-mo-lo. "Ai, nunca me passou pela cabeça que alguém pagasse 18 milhões pelo Manuel." Das duas uma: ou és burro ou és mentiroso. E como sei que não és burro...
Agora só falta perder o Nuno Gomes. Esperem até dia 31 e verão. Espero estar enganado.

Vieira diz que Camacho só foi contactado depois de Fernando Santos ter saído. Então por que razão saiu Veiga? Por que é que Camacho e Vieira passaram férias juntos?

Que fique bem clara uma coisa. Gosto de Camacho e estou-lhe grato pelo que fez na sua primeira passagem para o Benfica. Mas desta vez terá de fazer muito mais e melhor, pois a situação em que nos encontramos é francamente pior. Camacho não tem a matreirice, a astúcia nem a cultura táctica de um Trapattoni, nem se calhar a do Santos. Mas tem mão no plantel e sabe gerir. É um líder por natureza, algo que Fernando Santos não era, e é disso que nós precisamos.

O meu benfiquismo diz que o melhor é ver Camacho no banco de suplentes. A minha racionalidade não. Espero que o benfiquismo tenha razão.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Fim de linha


Acabou-se. A paciência dos benfiquistas já se tinha esgotado há muito em relação a Fernando Santos. Hoje, foi a vez de Luís Filipe Vieira perceber que com este senhor não íamos a lado nenhum. 49 jogos depois em que se contam 29 vitórias, 11 empates e 9 derrotas, Fernando Santos abandona o Benfica. Agora, para além de precisarmos de um defesa, de dois médios e de um atacante, também precisamos de um treinador. José António Camacho é o senhor que se segue, espero.

domingo, 19 de agosto de 2007

Começa mal...


Começa mal a Bwin Liga 2007/2008. Começa mal, o que não é de todo inesperado. De uma equipa que perde quatro (!) jogadores muito influentes e que não tem um treinador à altura do nome da instituição que representa, não se poderia considerar inesperada a perda de pontos na primeira jornada, mesmo frente a uma equipa acabada de vir da segunda divisão, que não jogava no escalão máximo do futebol português há mais de 18 anos e em que apenas 3 jogadores já tinham jogado na Primeira Liga.

Como diz o povo, "o que começa mal, tarde ou nunca se endireita". Espero que não tenha razão. O que é facto, é que a última vez que o Benfica entrou a ganhar na Liga foi já há três anos, num campeonato em que fomos campeões.

Quanto ao jogo de ontem, fiquei seriamente desiludido e deprimido com a exibição descolorida da nossa equipa. Falta fio de jogo à equipa e também alguém que consiga pegar no jogo pelas faixas laterais. Quim foi, possivelmente, o melhor jogador em campo. Fez defesas fabulosas a remates que nenhum outro guarda-redes da Liga faria. Eu, que nem sou grande admirador de Quim, desta vez tenho de dizer que esteve muito bem. Não teve culpa no lance do golo. Nélson e Léo foram os laterais escolhidos. Nota-se que estão ambos ainda longe da melhor forma, mas é só mais uma questão de um ou dois jogos. Nélson parece-me ser melhor que Luís Filipe. No centro da defesa, Katsouranis e David Luiz, que, apesar de não terem comprometido, nota-se que falta um pouco de entrosamento com o resto da equipa, um por não estar a jogar na sua posição natural, o outro por ser ainda muito novo e não ter o companheiro habitual (Luisão). Petit e Rui Costa, cada um na sua função, cumpriram, sendo que, na minha opinião, o maestro foi o melhor elemento da equipa, mais uma vez. Por outro lado, tanto Nuno Assis como Luís Filipe, foram duas autenticas nódoas. Só afunilaram o jogo e jogavam para trás, quando não perdiam a bola. Enfim, duas nulidades. Cardozo e Nuno Gomes não foram vistos no ataque, mas sim no meio-campo (!) para tentar que a equipa jogasse mais para a frente, visto não ter médios que acompanhassem Rui Costa nessa missão. Notas ainda para as entradas de Bergessio, Fábio Coentrão e Andrés Diaz. Todos elas, à excepção da entrada do português, foram inconsequentes, não trazendo nada ao jogo da nossa equipa.

Só uma pequena nota para o árbitro: Jorge Sousa não esteve muito mal, apenas não assinalou um penalty sobre Nuno Assis, por uma cotovelada de Ezequias. Apesar do ângulo ser difícil, acho que dava para ver qualquer coisa...

Ficha de jogo

Bwin Liga - 1ª jornada
Estádio do Bessa, Porto
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)
Assistência: 20 000 espectadores

Leixões

Beto; Marco Cadete, Élvis, Nuno Diogo e Ezequias; Paulo Machado, Bruno China e Pedro Cervantes (Hugo Morais, 85 min); Vieirinha, Roberto (Tales, 78 min) e Jorge Gonçalves (Nwoko, 72 min)
Suplentes não utilizados: Jorge Baptista, Joel, Ruben e Jorge Duarte
Treinador: Carlos Brito

Benfica

Quim; Nélson, Katsouranis, David Luiz e Léo; Petit, Luís Filipe (Fábio Coentrão, 70 min), Nuno Assis (Andrés Diaz, 90 min) e Rui Costa; Nuno Gomes (cap.) (Bergessio, 56 min) e Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Miguel Vitor, Miguelito e Mantorras
Treinador: Fernando Santos

Disciplina: Cartão amarelo a Roberto (58 min) e Nwoko (90+4 min); Nuno Assis (67 min) e Rui Costa (90+3 min)

Marcadores: Petit (89 min) e Nwoko (90+4 min)

Melhor em campo: Rui Costa

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O Google é que sabe!

É favor clickar na imagem abaixo.


Incoerência

De que serve a alguém resolver um problema dentro da sua empresa para depois arranjar outro igual? Mais concretamente, de que vale a um director "despedir" um funcionário com mau feitio, para depois contratar outro com um feitio igual? Mais concretamente ainda, de que nos serve mandar embora o Manuel Fernandes para comprar-mos o Rochemback?

É esta uma das questões que me atormenta: o Benfica tinha nas suas fileiras um bom jogador insatisfeito, com mau feitio e desestabilizador que não auferia um salário milionário. Manuel Fernandes. Parece que agora vai contratar um jogador de qualidade algo inferior, satisfeito, mas também com mau (péssimo!) feitio e também desestabilizador, que virá auferir um salário milionário. Rochemback.

Pior, é que estes jogadores têm características de jogo completamente diferentes. Manuel Fernandes é mais rápido e sabe construir melhor o jogo do que o brasileiro.

Não será melhor contratar outro jogador para aquele lugar? Por exemplo, conheço um jogador português, de 28 anos a jogar numa liga super-competitiva e que já foi campeão europeu. O problema é se ele não quiser vir.

O Mau, o Péssimo e o Vilão

Para quem não viu ontem o documentário sobre Pinto da Costa, ficam aqui os pontos essenciais do que se passou na RTP:

1 - Todos os amigos ou ex-amigos de Pinto da Costa tinham nos seus pulos brutos relógios de ouro. Nenhum dos inimigos tinha um relógio de ouro. Coincidência? Eu acho que não.

2 - Pinto da Costa, mais que um presidente é um expert em criar inimigos e fazer guerrilhas, à semelhança do que se passa em países sub-desenvolvidos. Numa célebre conferência de imprensa convocada para o pavilhão das Antas, disse que poderia estar lá uma bomba, mas que nem ele nem os portistas sairiam. Afinal não houve bomba nenhuma, e claro, o pavilhão não foi pelos ares. É pena.

3 - Para além de ter mandado agredir o vereador Ricardo Bexiga, também já mandou bater em Rui Rio e em Pacheco Pereira. As semelhanças com os ditadores sanguinários da História Mundial já são muitas. Mas mesmo assim não conseguiu vencer as eleições com Francisco Assis.

4 - O depoimento dado por um amigo e penso que ex-dirigente portista:

Repórter - O que é que Pinto da Costa seria capaz de fazer pelo FC Porto?
Amigo - Tudo.
Repórter - O que é tudo?
Amigo - É tudo.
Repórter - Não consegue dar um exemplo?
Amigo - ... era capaz de tudo menos de vender a mãe e a filha.

Está tudo dito.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

O tal dossiê

Através do blog Mágico SLB tive acesso ao documento que tem feito capas de jornais e que tem aberto os espaços de informação televisiva no nosso país. O tal dossiê escrito a mando de alguém (desconfio de um presidente de um clube da Liga, mas não vou dizer qual, para manter o suspense) está disponível aqui para quem o quiser consultar.



Claro que já o li na íntegra e posso dizer-vos em primeira mão que só levanta suspeitas. Provas concretas e coerentes nenhuma. E até há situações que são facilmente desmentíveis, no meio de tanta acusação falsa. Quem redigiu este documento não foi nenhum jornalista, na medida em que erros ortográficos, construções frásicas incoerentes e linguagem brejeira estão patentes em toda a obra. O documento cheira a rancor, a ódio e a vingança porque o principal visado tem denunciado os males da sociedade futebolística nacional e também porque a dama de ferro e a sua equipa já começam a produzir resultados das suas investigações. Quanto a Leonor Pinhão... é demais! Quanto a jornalista se deve ter rido do que para lá vem escrito.

Enfim, concordo que se averigue o conteúdo do dossiê, embora acredito veementemente que 99% do que lá vem é mentira. Possivelmente só a data é verdadeira. Caso Luís Vieira seja culpado, deverá ser punido. Caso contrário, a Procuradoria Geral da República deverá averiguar quem enviou tais falsidades incriminatórias sobre o presidente do Sport Lisboa e Benfica.

P.S. Já que estamos numa de falar de corrupção, então venha de lá mais esta.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Oxalá fosse sempre assim


A imagem não é muito esclarecedora, mas se prestarem bem atenção vão perceber do que se trata. Estou a fazer uma época com o Belenenses (já é a 4ª) e vejam bem quem desceu de divisão, estando no 15º lugar. Clickem na imagem para ver melhor.

Maestro sem orquestra

Maestro houve. Orquestra não. Já alguma vez viram um maestro sozinho a comandar uma orquestra que não toca ou recusa-se a tocar? Será em vão o trabalho do maestro?

Voltámos ao futebol a sério. Já bastava de joguinhos a feijões na pré-temporada. A partir de hoje [ontem] são mais de 50 partidas em que se deve entrar para ganhar, com espírito de vitória, o que até aconteceu ontem, se bem que o resultado não fosse o esperado.

Eu explico, até vi bastante vontade nos jogadores do Benfica em querer ganhar o jogo e resolver a eliminatória. O problema é que a equipa não foi capaz de mais e ponto final. Além disso, os dinamarqueses já levam um mês de futebol a sério nas pernas. Nós começámos apenas ontem. De modo que...

Na Luz estiveram cerca de 55 mil pessoas a apoiar o Benfica. Para início de época é normal, pois apesar de o jogo não ser com o Milan ou com o Chelsea era de grande importância para o Benfica e além disso a "fome" por futebol já apertava, não? A mim, pelo menos já. E muito.

Quanto ao jogo tive pena de algumas situações que se passaram: a mais flagrante foi ver, ou melhor, ouvir os assobios ao Fernando Santos. Eu não gosto dele, mas temos de apoiá-lo, é esse o nosso dever enquanto adeptos.

No futebol jogado pareceu-me que nos primeiros minutos tentá-mos controlar o jogo, fazendo boas trocas de bola e conseguindo lateralizar bem o jogo, se bem que os efeitos práticos destas acções tenham sido inconsequentes. Quem me pareceu muito esforçado mas sem grandes resultados práticos foi Oscar Cardozo. Gostei muito das movimentações e viu-se que está ali um jogador capaz de marcar 20 golos por época.
Mas depois houve certas coisas que eu não percebi: por que é que entrou um jogador que só tem 5 dias de treinos e não o Fábio Coentrão que já leva algumas semanas de treino? E outra: será que o Adu sabe que isto não é o circo da América? Isto é futebol a sério. Não é futebol de praia! Que desilusão.

O que nos valeu foi o velhinho. Rui Costa. Se Deus existe a sua imagem deverá ser 1m80cm, magro, com uma camisola vermelha e o 10 nas costas. Que jogo, foram os passes, foi a garra, foi a magia, foram os dois golos, perdão, golões do Maestro. Dois golos para Joe Berardo e Rui santos engolirem os sapos.

Ainda estou meio confuso com o jogo de ontem. Passaram-se coisas muito diferentes, foi tudo muito confuso. Só sei que de 4 defesas centrais possivelmente não teremos nenhum para a segunda volta: Sretenovic não foi inscrito, Luisão e Zoro lesionados e David Luiz será provavelmente suspenso. Enfim, que asneirada do miúdo...


Ficha de jogo

Liga dos Campeões - 1ª mão da 3ª pré-eliminatória
Estádio da Luz, Lisboa
Árbitro: Viktor Kassai (Hungria)
Assistência: 55 722 espectadores

SL Benfica

Quim; Luís Filipe, Luisão (Freddy Adu 37 min), David Luiz e Léo; Petit (cap.), Katsouranis, Nuno Assis (Nuno Gomes, 73 min) e Rui Costa; Bergessio (Fábio Coentrão, 46 min) e Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Miguelito, Nélson e Mantorras
Treinador: Fernando Santos

FC Kobenhaven

Christiansen; Kvist, Gravgaard, Hangeland e Jensen; Silberbauer, Norregard (Libor Sionko, 88 min), Wurtz e Hutchinson; Gronkjaer e Allback (Nordstrand, 78 min)
Suplentes não utilizados: Coe, Antonsson, Neestrup, Wendt e Ailton
Treinador: Stale Solbakken

Disciplina: Cartões amarelos a Luís Filipe (54 min), Petit (58 min), David Luiz (67 min) e Rui Costa (86 min); Jesper Gronkjaer (45 min) e Wendt (60 min)

Marcadores: Rui Costa (25 min, 85 min); Hutchinson (35 min)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Gerido a pontapé

Que me desculpem a sinceridade, mas este clube anda a ser gerido a pontapé. Primeiro saem três dos jogadores mais influentes, Karagounis, Miccoli e Simão Sabrosa, e, como se estas saídas não bastassem, parece que agora é a vez de Manuel Fernandes.

Luís Filipe Vieira sempre teve o meu apoio e as suas decisões nunca foram contestadas aqui no blog, mas agora começa a ser demais. Para além da saída de quatro dos jogadores mais influentes, não se contratou ninguém (à excepção do Cardozo), que tivesse as mesmas características dos jogadores vendidos. Ainda por cima, a saída de Manuel Fernandes acontece mesmo em cima de um jogo decisivo para toda a época do nosso cube.

Mais propriamente em relação à saída de Manuel Fernandes, é preciso relembrar três coisas:

O desejo de Manuel Fernandes em ficar no Benfica era uma utopia. Ele estava desejoso de se "raspar" novamente para o estrangeiro, deixando-nos a penar.
Este miúdo que só deve ver dinheiro à frente dos olhos já fez isto ao Benfica no ano passado.
A direcção já se devia ter apercebido disso e deveria ter avançado para a compra dos outros 50% do passe do jogador, para numa futura venda ganhar não 9 milhões de euros mas 25 ou 30 milhões de euros, pois ao preço a que se vendem Nanis e afins...

O que fez o F.C. Porto com o Lucho González? Já se sabia que o Valência ia avançar para a compra o passe do jogador e o FCP antecipou-se e garantiu a permanência de um jogador importantíssimo. Lucho está para o FCP assim como Manuel Fernandes está (ou estava) para o Benfica. A nossa direcção é a culpada pela saída do jogador.

Para além de se perdeu o quarto jogador importantíssimo nesta pré-temporada, o que me parece mais aflitivo é que quem escolhe os jogadores é somente Luís Filipe Vieira e Fernando Santos "cala e come", mesmo não gostando do que lhe chega. Assim sendo pergunto: como podem exigir a Fernando Santos o título de campeão? Assim é impossível e a culpa não é só dele.

P.S. Tenho lido em vários blogs várias mensagens a pedir a demissão de Fernando Santos. Mas o que é isto? No Benfica temos todos de remar para o mesmo lado. Eu também não sou fã do engenheiro, mas é preciso apoiá-lo a ele e à equipa mesmo quando as coisas correm mal. Vamos lá colaborar sff.

domingo, 12 de agosto de 2007

Quem quer ser Mourinho?

Depois de um fenómeno chamado José Mourinho, que em dois anos consecutivos venceu dois campeonatos, uma taça, uma supertaça, uma Taça UEFA e uma Champions League, muitos foram os treinadores portugueses a quererem imitá-lo. Mas, já dizia a sabedoria popular: "cuidado com as imitações".

Mourinho aplicou um estilo arrogante como auto-defesa, mas também este estilo lhe fez subir os patamares. A fasquia do então treinador do F.C. Porto estava muito elevada, mas ele conseguiu vencer tudo.

A partir da sua saída para o Chelsea, muitos foram os treinadores de segunda categoria que o tentaram imitar. Entre este lote de gente que não sucedeu encontram-se casos flagrantes como Luís Campos, Carlos Carvalhal ou José Couceiro.

Se não estou em erro, Luís Campos, ou Campas, foi o primeiro a aparecer na "ribalta". Prometia muito, muito mesmo, mas a única coisa pela qual ficou famoso não foi ganhar uma competição, mas descer duas equipas de divisão na mesma época. Penso que a partir daí só voltou a treinar o Beira-Mar como equipa de "topo".

Carvalhal ainda é um caso que deve ser estudado: apesar de nunca obter bons resultados é sempre contratado pelas equipas da primeira liga. Já representou o Desportivo das Aves, Os Belenenses, o Vitória de Setúbal, o Leixões, o Sporting de Braga e o Beira-Mar. Em praticamente nenhum destes casos apresentou resultados decentes. Este caso faz-me lembrar uma entrevista dada por Diamantino Miranda, que diz que "são mais os treinadores incompetentes do que competentes" e "a maior parte dos treinadores estão nos clubes pelos amigos que lá têm".

Couceiro é o caso mais flagrante. É também devido à sua [falta de] qualidade que escrevo este post. Este sim, queria mesmo ser Mourinho. Como todos sabemos é um perdedor nato. E, pior que isso tudo, foi a entrevista dada pelo próprio, ontem, a um jornal desportivo. Couceiro queixa-se de falta de apoio dos quadros técnicos da selecção e ainda de Scolari. De Scolari ainda percebo, pois era escusado levar o Nani e o Antunes ao jogo do Koweit. Agora, da federação? O que é que ele queria? Uma palmadinha nas costas depois de cada derrota? Uma palavra de apreço, ou o país a sair ás ruas para gritar «Couceiro, amigo, o povo está contigo!»? Não sei. Reprováveis são também as declarações do ex-seleccionador dos sub-21 a propósito do seu "amigo" Rui Caçador.

Isto de "ser Mourinho" não é para quem quer, mas para quem pode, e, já dizia o antigo programa da RTP, «Cuidado com as imitações!».

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Curta

A isto eu chamo Futebol de Interesse Público. É isso mesmo. A RTP vai fazer serviço público ao transmitir o jogo referente à Taça da Liga, denominada Carlsberg Cup, entre o Portimonense e o Rio Ave. Domingo, às 17h 10min vou estar pregado ao sofá a ver este derby de dois colossos... regionais. Com tanto dinheiro onde gastar, foram logo gastá-lo neste super jogo.

Que susto!

Claro que eu não podia faltar a uma ocasião tão importante como o sorteio da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Sentado, à espera que a bolinha mágica saísse, fui, pouco a pouco, morrendo de medo com o que se podia passar com o Benfica e com os comentários assombrosos desse vulto da Eurosport que é o Nuno Santos, possivelmente um dos piores comentadores que já vi (será que o mal está no apelido?).


À partida tínhamos dezasseis equipas, sete das quais bastante acessíveis, cinco trabalhosas e ainda quatro "gigantes" que nos poderiam causar problemas. À medida que o sorteio se foi desenrolando, fui ficando primeiramente apreensivo, depois preocupado e por fim em pânico: as equipas acessíveis já tinham saído quase todas e o que restavam eram os tais "gigantes". Benfica, nem vê-lo. O Nuno Santos também estava apavorado.

Finalmente saiu a bolinha com o SL Benfica e logo depois o nosso adversário: o FC Copenhaga ou o Beitar de Jerusalém. Dois "colossos" do futebol mundial. A ver vamos o que se vai passar.

Já jogámos com o Beitar de Jerusalém já lá vão uns anos. Na altura, na velhinha Luz, os israelitas foram cilindrados por 6-0. Em Israel, o relaxamento apoderou-se dos jogadores que já sabiam que a eliminatória estava garantida e perdemos por 4-2. Lembro-me dessa vergonhosa derrota, e que no final, o menino de ouro, JVP, veio pedir desculpas em público em nome da equipa que capitaneava.

Contra o FC Copenhaga, a história é mais recente. Todos nos lembramos dos dois jogos contra estes dinamarqueses no ano passado nesta mesma competição. Todos nos lembramos da atitude de cobardia e falta de coragem de Fernando Santos que preferiu jogar para o empate contra uma equipa medíocre e pior, no final do jogo, dizer que o empate até poderia servir muito bem para passarmos no final à segunda fase (não foi, pois claro). Depois do empate em Copenhaga, ganhámos por 3-1 na Luz com dois golos do Miccoli e um do Léo.

Resumindo, é uma eliminatória em que provavelmente jogaremos com os dinamarqueses e em que jogamos primeiro em casa (tal como o Nandinho gosta!), por isso, se o Benfica falhar, já sabemos que cabeça é que eu quero ver a rolar. mas é melhor nem falar-mos disso, pois vamos passar. É só não fechar-mo-nos lá atrás na defesa, tal como FS fez o ano passado.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

A venda nos olhos

«Este é o melhor plantel dos últimos 10 anos!»


O autor desta frase é Luís Filipe Vieira. Esta frase não é mais do que uma venda. Pois tal como as vendas, esta frase impede-nos de ver a realidade. Este não é o melhor plantel dos últimos 10 anos. Arrisco-me a dizer que é o pior desde os tempos de Camacho. É, na minha opinião, o pior dos últimos 5 anos.

Esta história de não ser preciso vender jogadores do núcleo duro para garantir a estabilidade das receitas é treta. Todos os anos perdemos um jogador influente: em 2004 foi o Tiago, em 2005 foi o Miguel, em 2006 foi o Manuel Fernandes, neste ano de 2007 já foi o Simão e o Miccoli, se bem que por outras razões. Enfim, como diria o Geovanni, "estão a destruir a base de Camacho".

Di Maria, Andrés Diaz, Freddy Adu e Fábio Coentrão são tudo jogadores jovens sem provas dadas no futebol europeu de alto nível e para mim a qualidade destes quatro jovens é amplamente duvidosa. Espero que todo este meu pessimismo seja injustificado pelas exibições destes jogadores e também desejo que me façam esquecer Simão rapidamente.

O facto é que se havia alguém na equipa que era capaz de desequilibrar era o Simão e não temos ninguém nem pouco mais ou menos parecido com ele. Por isso, este não é o melhor plantel do últimos 10 anos.

O post que nunca queria escrever

- Então, já sabes do que aconteceu ao Simãozito?

- O quê? - perguntei, meio a medo.

- Estavam a dar imagens dele no aeroporto de Barajas, rodeado de um batalhão de jornalistas... parece que já assinou pelo Atlético de Madrid.


A terrível notícia foi-me dada e eu não queria acreditar. Estava de férias em Espanha quando isto se sucedeu. Rapidamente fui à Internet e confirmei o temido: o 20 já estava na capital madrilena prestes a ser apresentado aos media espanhóis. Já não há nada a fazer em relação a Simão. Vendeu-se, está vendido, e já não se pode voltar atrás.

Mas por que trocar o Benfica pelo Atlético de Madrid? Não concordo com o que a maior parte da blogosfera diz, que o Atlético é uma equipa inferior ao Benfica. Eles não têm o nosso passado, a nossa história, não lutam pela liga interna, mas têm sem dúvida uma liga muito mais competitiva e melhores jogadores. Na minha opinião, Simão não sobe nem desce degraus em termos competitivos e clubísticos, a única coisa que se altera significativamente é o ordenado que irá auferir em Madrid. Simão não merecia o Atlético, merecia muito mais, como o Liverpool, o Chelsea ou o Manchester como se chegou a falar. Mas enfim, lá encaixámos os 20 milhões de euros.

Num balanço geral, o Benfica e o Simão ficaram a perder.

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