terça-feira, 18 de setembro de 2007

As palavras pouco sábias

Luís Filipe Vieira foi, mais uma vez, o destaque pela negativa nesta semana que passou. As suas palavras não foram nem oportunas pelo teor nem pela altura. Num ciclo de jogos que se avizinha muito difícil, falar do passado não é positivo. Primeiro Veiga, dizendo mal do ex-director desportivo quando pareciam ser os melhores amigos. Depois foi Fernando Santos, que apesar de não ser suficientemente competente para um clube como o Benfica nunca foi mal educado, arrogante ou mal agradecido.

Por fim foi a ideia absurda de Rui Costa para presidente do Benfica. Gosto muito do Rui Costa enquanto jogador e é aí que ele deve continuar as suas funções. Está a fazer jogos magníficos e a levar a equipa às costas. Mas Rui Costa enquanto presidente não. Não porque tal como diz o próprio LFV o Benfica é uma empresa, mais que um clube de futebol. E como qualquer empresa deve ser dirigido por alguém que sabe o que faz, que tem um curso e não apenas umas noções. Deve ter dinheiro pronto a investir no clube e deve sabê-lo gerir muito bem. O amor ao clube é muito bonito e quero ver Rui Costa num cargo importante, mas não como presidente, a menos que adquira formação para isso.

domingo, 9 de setembro de 2007

Selecção Nacional (futura luso-brasileira)

Ontem fui ver o jogo da selecção ao Estádio da Luz. Não fiquei surpreendido com as escolhas de Scolari, nem com a boa exibição da equipa. Para uma equipa que foi finalista vencida do último europeu e 4ª classificada do último Mundial, a exibição foi condizente com o estatuto da selecção. O problema foi mesmo o resultado. 2-2 contra a Polónia é mau de mais, não pelo facto de ser contra uma equipa bem inferior à nossa em termos de ranking, mas por ter sido a maneira e a altura do jogo em que sofremos os golos ou a falta de sorte. Pena é que as contas de Scolari estão a sair-lhe completamente furadas. As vitórias em casa e os empates fora são só discurso e nós nem capacidade (pelo menos é o que parece) temos para isso.

Scolari apresenou uma semi-revolução no onze que defrontara a Arménia em Agosto: saía Jorge Andrade para dar lugar a Bruno Alves, saíam os laterais Paulo Ferreira e Miguel para entrarm Caneira (sol de pouca dura) e Bosingwa, saíam Tiago e Raul Meireles para as entradas de Petit e Maniche e saía Postiga para entrar Nuno Gomes. Escolhas arrisacadas algumas, mas muito bem sucedidas. O pecado capital de Scolari estaria para vir perto do final do jogo...

Tivémos azar com as alturas em que surgiram os golos e a forma como os sofremos: o primeiro aos 44 minutos, depois de uma defesa incompleta de Ricardo, que coloca a bola nos pés do avançado quando a deveria ter atirado para canto; o segundo após um remate de longe de Kryznowek, que após estirada de Ricardo, a bola acaba por bater-lhe nas costas depois de ter atingido o poste da baliza lusa. Foi aos 85 minutos. É nestas alturas que me pergunto, por que é que a Itália tem o Buffon da Juventus, a Espanha tem o Casillas do Real Madrid, a França tem o Coupet do Lyon, a Alemanha tem o Lehmann do Arsenal, a Holanda tem o Van der Saar do Manchester e nós temos o Ricardo do Bétis? Enfim...

A reacção portuguesa após o intervalo não se fez esperar: se a primeira parte tinha sido muito fraquinha fruto das inúmeras paragens para assistir os jogadores lesionados, a segunda foi bem melhor. Portugal entrou a todo o gás e marcou bem cedo. Passe de Deco para um jogador polaco que tem um erro inacreditável e Nuno Gomes, com um excelente trabalho de ponta-de-lança (não, ele não estava atrapalhdo, queria fazer mesmo aquilo!), põe em maniche que facturava. Scolari interpretou bem a subida de rendimento da selecção e resolveu por em campo Ricardo Quaresma. A selecção passava a jogar com os três grandes extremos do futebol actual: com um meio-campo em que Deco continua a mais (terá regime de exclusividade?), o ataque estava perfeito, mesmo pronto para jogar no futebol total como jogam outras equipas como o Brasil ou a Holanda. Portugal continuava em crescendo e marcou uma vez mais após boa jogada de Quaresma.

O problema veio depois: Scolari amedrontou-se e resolveu tirar Simão para colocar Moutinho. Mas que asneirada foi esta sargentão? Ainda estou para perceber aquela alteração... passámos a jogar com 4 (!) médios centro e sem qualquer extremo ou ponta-de-lança (depende como virmos a função de Quaresma ou Cristiano Ronaldo em campo). Uma asneirada total. Quando parecíamos embalados para o terceiro, acabámos por sofrer o segundo. Inexplicavelmete.

Globalmente a exibição foi muito boa. A selecção demonstrou atitude e garra, procurando sempre jogar mais e melhor que os polacos que venderam caro o empate. Os melhores foram claramente Petit, Maniche, Simão e Ronaldo. Francamente mal estiveram Ricardo, Nuno Gomes e Deco. Será que só eu e poucos mais achamos que este tipo para além de não saber o hino é um produto da imprensa? Vejam quantos passes falha por jogo. Outra coisa inexplicável são as notas dadas pela imprensa ao Deco. "Maravilhoso, explêndido, um hino ao futebol!", exultam eles. Será que viram o mesmo jogo que eu? É a imprensa que temos. Para bem do Barcelona, Frank Rijkaard já percebeu que ele é um bluff.

Quarta-feira contra a Sérvia há mais. Desta vez, espero com um resultado bem melhor. Mesmo assim se empatarmos outra vez não é uma tragédia, pois podemos ficar na pior das hipóteses a 4 pontos da Finlândia e a 7 da Polónia se bem que tenhaos menos um jogo e que o jogo decisivo, o último seja com a... Finlândia. Visto que os dois primeiros de cada grupo se apuram directamente, temos grandes chances de garantir o bilhete para a Aústria e Suíça.

P.S.1 - Uma coisa que me deixou com os nervos em franja: tentar conseguir bilhetes para o jogo. Desloquei-me bem cedo ao estádio da Luz na quinta-feira e disseram-me que os melhores bilhetes que tinham era para o piso 3, sector 25, algures na fila AI! Depois, como achei estranho, porque até então só estavam vendidos 44 mil bilhetes, fui à Federação, onde consegui bilhetes para o piso 3, sector 02, na fila P (19 filas abaixo da AI e num sector bem mais central). Além disso não deixaram comprar bilhetes com cartão jovem, quando no site da Federação diz que se pode adquirir com esse cartão. Uma confusão total. No estádio, vi que havia sectores completamente vazios. Muito estranho. O piso 0 estava às moscas nas primeiras filas, e os sectores 22 e 24 no piso 3 compltamente vazios.

P.S.2 - Outra coisa que me irritou foi o "voluntariado". Não sei se se aperceberam, mas as pessoas que estavam a trabalhar como ajudantes eram jovens voluntarios. No início da segunda parte dois tipos parolos resolveram deixar o trabalho e sentar-se mesmo ao meu lado para assistir ao jogo. Ou seja, em vez de desembolsarem 20€, foram ao jogo à borla em vez de ajudar. Pior que isto, percebi que os tipos eram lagartos. Sempre qe o Simão tocava n bola era criticado ferozmente. Criticaram cada jogador ou ex-jogador do Benfica. Às páginas tantas resolvi perguntar-lhes se estava alguém do Sporting a jogar. A partir de aí calaram-se. Quando Moutinho entrou foi super aplaudido. De faccionismo é que a selecção não precisa, obrigado.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

E até Dezembro!

Parabéns pelas invenções... e até Dezembro! É só isto que eu posso dizer aos jornais A Bola, Record e O Jogo, pelas espectaculares campanhas e prestações na já habitual mentirosa silly season. Felizmente ela acabou... mas em Dezembro volta.

Agora deixo-vos a questão... quantos jogadores é que a imprensa "vomitou" para as capas dos jornais para conseguir vender em tempo de férias e de crise? Dez? Vinte? Trinta? Descubram vocês e entretenham-se a contar.

Ruben Amorim (Belenenses)

Rodrigo Alvim (Belenenses)

Leonardo (Portuguesa)

Moré (Bahia)

Cirillo (AEK)

Rochemback (Boro)

Zoro (Messina)

Luís Filipe (SCBraga)

Alexandre Pato (Internacional)

Diouf (Bolton)

Cissé (Liverpool)

Dudek (Liverpool)

Lucarelli (Livorno)

Liberopoulos (AEK)

Andres Madrid (SC Braga)

Fábio Coentrão (Rio Ave)

Kazmerciziak (Boavista)

Lobont (Dínamo Bucareste)

Maniche (Atl. Marid)

Linz (Boavista)

Edgar (Beira-Mar)

Devic (Beira-Mar)

Roque Santa Cruz (Bayern Munique)

Riganò (Messina)

Tim Janssen (RKC)

Fábio (Cruzeiro)

Pauleta (PSG)

Purovic (Estrela Vermelha)

Mário Bolatti (Belgrano)

Carlos Alberto (Fluminense)

Bosko Jankovic (Maiorca)

Miccoli (Juventus)

Derlei (Din. Moscovo)

Willian (Corinthians)

Eduardo Ratinho (Corinthians)

Bruno (Flamengo)

Cardozo (Newell’s)

Bergessio (Racing Club)

Pellegrino

Cássio (Cruzeiro)

Carrizo

Vukcevic (Saturn)

Domenico Morfeo (Parma)

Afonso Alves (Heerenven)

Antunes (Paços de Ferreira)

Hugo Viana (Valência)

Ricardinho (Futsal)

Sretenovic (RAD Belgrado)

Aldo Duscher (Deportivo)

Hans Jorg Butt (Bayer Leverkusen)

Mauro Cetto (Nantes)

Mauricio Isla (Paraguai)

Freddy Adu (Real Salt Lake)

Beletti (Barcelona)

Di María (Rosário Central)

Andrés Diaz (Rosário Central)

Walter Morais (São Caetano)

Luizão (Cruzeiro)

Ilsinho (São Paulo)

Jaílson (Corinthians)

Luccin (Atl Madrid)

Edcarlos (São Paulo)

Gilles (Est. Amadora)

Oubiña (Celta de Vigo)

Alex Silva (São Paulo)

Christian Rodriguez (PSG)

Maximiliano Pereira

Carlos Eduardo (Grémio)

Nunes (Maiorca)

Boumsong (Juventus)

Zé Castro (Atlético)

Pauleta (PSG)

Soldado (Real Madrid)

Chevantón (Sevilha)

Legrottaglie (Juventus)

Borges

Nilmar (Corinthians)



Contaram todos? Tiveram dúvidas? Então voltem a contar!

P.S. Se faltar aqui algum nome, é favor dizer na caixa dos comentários. Obrigado.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Eis o Benfica


Agora sim. Começo a ver o Benfica jogar à Benfica. Ontem, na Madeira, frente ao sempre complicado Nacional, o Benfica deu uma prova clara das suas reais capacidades vencendo de forma contundente a equipa insular.

O Benfica já começa a mostrar aquilo que faltou na era Fernando Santos: a garra e a atitude que fazem com que os nossos adversários tenham medo e recuem no terreno. Assim, foi logo mais fácil começar a jogar o bom futebol de ataque, imagem de marca das equipas orientadas por José Antonio Camacho. Aos três minutos, após jogada iniciada pelo melhor jogador em campo, Angél Di María, Cardozo fica isolado frente a Diego Benaglio, mas falha o golo. Golo esse que não tardaria muito mais tempo, pois após um erro crasso do guardião suíço, o oportuno e atento Cardozo aproveita para por o Benfica na frente do marcador. Com a vantagem segura, o Benfica acabaria por adormecer, deixando que o Nacional tomasse conta da partida, tendo alguma posse de bola, mas sem criar grandes lances de perigo, apenas dois, a que Quim, muito seguro, se opôs muito bem.

Na segunda parte, o Benfica entro a meio-gás, mas as jogadas de perigo, preferencialmente pelo lado esquerdo, iam-se sucedendo, sempre com a participação do lateral Léo, e o Benfica ia crescendo aos poucos. Tempo ainda para dois falhanços de Nuno Gomes, que, apesar de não ter estado muito mal, se continuar assim arrisca-se a perder o lugar na equipa. Luís Filipe também não esteve mal, apesar de não ter estado tão bem como o lateral esquerdo. Os centrais Miguel Vítor e Katsouranis também estiveram bem, e é bom reparar que é o terceiro jogo consecutivo destes dois sem sofrer golos. Mas o 0-1 era perigoso, pois o Nacional em contra-ataque poderia chegar ao empate. Eis que surge Rui Costa. Slalom genial do maestro, que finta quatro adversários e ainda á entrada da área remata cruzado, sem hipóteses de defesa para Diego. Estava feito o 0-2 e o Benfica matava assim o jogo.


Mas equipa treinada por Camacho não fica satisfeita com 2. Quer 3. E foi o que fez. Boa jogada de Maxi Pereira que frente a Benaglio finta-o e ganha o penalty. Cardozo não perdoou e fez, com um remate fulminante o 0-3. O Nacional já não incomodava, um Benfica guiado no ataque por Di María e Rui Costa, e guiado na defesa por um "6", Petit, que vale por dois!

Tempo ainda para as substituições, com as entradas de Maxi Rodriguez e Romeu Ribeiro que não acrescentaram nada ao jogo. Penso que Camacho poderia ter dado alguns minutos a jogadores pouco utilizados como Bergessio ou Miguelito.

Uma vitória tranquila do Benfica, que tem agora duas semanas para recuperar os jogadores cansados e lesionados, podendo assim afinar a máquina para o jogo com a Naval e depois com o AC Milan. Esta paragem vem mesmo a calhar. Daqui para a frente quero mais como ontem. Assim podemos ganhar alguma coisas, este ano. "Hay que salir a ganar!".

Ficha de jogo

Bwin Liga - 3ª jornada
Estádio Engº Rui Alves, Funchal
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)
Assistência: 4 500 espectadores

CD Nacional

Diego Benaglio; Patacas (cap.), Ricardo Fernandes, Ávalos e Alonso; Cléber, Bruno Amaro (José Vítor, ao int.), Juliano Spadacio e Fellype Gabriel; Lipatin (Ricardo Pateiro, 73 min) e Edu Sales (Cássio, ao int.)
Suplentes não utilizados: Rafael Bracali, Fernando Cardozo, Juninho e João Coimbra
Treinador: Pedrag Jokanovic

SL Benfica

Quim; Luís Filipe, Katsouranis, Miguel Vítor, e Léo; Petit, Rui Costa, Maxi Pereira, Nuno Gomes (cap.) (Christian Rodriguez, 63 min) e Di María (Romeu Ribeiro, 83 min); Cardozo
Suplente não utilizados: Butt, Edcarlos, Miguelito, Nuno Assis e Bergessio
Treinador: José Antonio Camacho

Disciplina: Cartão amarelo a Cléber (24 min) e Diego Benaglio (75 min); Miguel Vítor (58 min), Katsouranis (62 min) e Romeu Ribeiro (90+2 min)

Marcadores: 0-1 por Cardozo (18 min); 0-2 por Rui Costa (69 min); 0-3 por Cardozo (76 min, de g.p.)

Melhor em campo: Angél Di María

domingo, 2 de setembro de 2007

Já começa!


O homem em destaque na imagem é um avançado "português" de seu nome Ariza Makukula. Joga no Marítimo, é ponta-de-lança e penso que já tem três golos em outros tantos jogos. Mas hoje, foi expulso... adivinhem contra quem é que a sua equipa, o Marítimo, vai jogar na próxima jornada?

Vamos lá, não é difícil...

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