sábado, 26 de janeiro de 2008

4 anos e 1 dia d.F.

Há quatro anos e um dia estava a jantar em casa de uns familiares. Nessa data, o Benfica tinha-se deslocado a Guimarães para defrontar o Vitória local. O jogo era transmitido pela Sporttv e esses meus familiares não tinham a assinatura desse canal. Sempre preocupado com o resultado, ia frequentemente mudando para a Sporttv, porque apesar de estar codificada, sempre dava para perceber quanto é que estava o resultado. Bem perto do final coloquei esse tal canal e verifiquei que o resultado estava 0-1 a nosso favor e que estava um dos nossos jogadores no chão. A primeira coisa que pensei foi que, como já estavam 90 e tal minutos de jogo, um dos nossos atletas estava a fazer "ronha" no chão. Comentei logo com o meu pai: "O Simão (parecia o 20), já está a queimar tempo. Isto está ganho!"

Passados quinze minutos, o mesmo jogador estava no chão. Aí, percebi que aquilo não era só "ronha". Fui à internet e, no site do jornal A BOLA, li o que não me passaria pela cabeça...
a confirmação do sucedido só chegou pouco depois das 23 h. Tínhamos perdido. Uma grande derrota.

4 anos e 1 dia depois de Fehér, o Benfica voltou a Guimarães num contexto diferente: hoje estava em disputa uma posição entre as duas equipas. De um lado, um Benfica que necessitava de pontos para segurar o segundo lugar; do outro lado, um Vitória que sabia que a Champions estava ali tão perto.

O jogo começou com o Benfica mais rápido e mais perigoso, tentando chegar à baliza de Nílson. Várias tentativas ora pelo lado esquerdo com Nélson e Di Maria, ora do lado direito, com Luís Filipe e Maxi Pereira, ambos em bom plano. O primeiro golo não tardou e nem sequer foi de estranhar. Falta sobre Rui Costa e livre superiormente marcado por "Tacuara" Cardozo, abrindo o activo bem cedo, aos 8 minutos. A partir daí o Vitória começa a regair e a criar boas oportunidades de golo, controlando a maior parte de jogo através da posse de bola, mas nunca conseguiu verdadeiramente superiorizar-se ao Benfica.



Pouco tempo depois, após esforço de Di Maria, Maxi Pereira, servido pelo argentino faz o segundo golo no jogo, aproveitando alguma apatia da defesa vimarenense. O Benfica continuou a jogar de modo seguro, dando a iniciativa de jogo ao Vitória, que conseguiu "sufocar" um Benfica sólido defensivamente apesar das deficiências físicas de David Luiz. Camacho mostrou alguma intranquilidade com a situação, chamando Nuno Assis bastante cedo, mas só o colocou à passagem do minuto 45. Chegado o intervalo, em boa hora, era altura de rever o posicionamento defensivo de Katsouranis, e fazer reajustes no meio-campo, de modo a tentar evitar a avalanche ofensiva do Vitória.



Na segunda parte, e face à excelente visão de jogo de Manuel Cajuda, que lançou Ghilas e Carlitos, o Vitória embalou para uma exibição que mostra o porquê da equipa se encontrar em terceiro. À passagem dos 61 minutos, após falta de Nélson sobre Carlitos, Ghilas marca de cabeça com alguma sorte, apesar de, na minha opinião, o avançado argelino estar em fora-de-jogo. O ambiente explosivo no D. Afonso Henriques continuava e Camacho tentava alcalmar a equipa. Cajuda, por sua vez, "mete a carne toda no assador", frase que ele próprio celebrizou, tirando um lateral esquerdo e apostando em mais um ponta-de-lança. Com esta substituição o jogo ficou muito partido, sucedendo-se ataques e contra-ataques num jogo com um ritmo alucinante, quase como se fosse uma partida de futsal. Camacho retirou Di Maria primeiro e Rui Costa depois, ambos visivelmente esgotados, dando lugar a Adu e Nuno Gomes, que pouco tempo tiveram para se mostrar. O Benfica voltara a equilibrar o jogo, e graças a uma bola longa com a preciosa colaboração do keeper vitoriano, Cardozo faz um golo a 35 metros da baliza. Tudo fácil, terminando um jogo in loco.



Globalmente foi um verdadeiro espectáculo de futebol que ambas as equipas nos proporcionaram. O Benfica fez uma exibição "adulta", atacando e defendendo sempre bem, sempre no timing certo. Destaco individualmente as performances de Luís Filipe, que foi constantemente massacrado por Desmarets e Ghilas, Petit, que voltou às grandes exibições, Di Maria, pela assistência e pelo desempenho defensivo e Óscar Cardozo, pois claro, pelo seu 13º golo, faltando-lhe apenas 7 para cumprir a sua promessa. Nada mal.



Ficha de jogo

Bwin Liga - 17ª jornada
Estádio D. Afonso Henriques, Guimarães
Assistência: 25 710 espectadores
Árbitro: João Ferreira (AF Setúbal)

Vitória SC

Nílson; Andrezinho, Geromel, Sereno e Luciano Amaral (Roberto, 61 min); Flávio Meireles (cap.), João Alves (Ghilas, ao int.), Alan, Fajardo (Carlitos, ao int.) e Desmarets; Mrdakovic
Suplentes não utilizados: Nuno Santos, Moreno, Márcio Martins e Tiago Ronaldo
Treinador: Manuel Cajuda

SL Benfica

Quim; Luís Filipe, Edcarlos, David Luiz (Nuno Assis, 45 + 6 min) e Nélson; Petit (cap.), Katsouranis, Maxi Pereira, Rui Costa (Nuno Gomes, 85 min) e Di Maria (Adu, 76 min); Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Sepsi, Christian Rodriguez e Mantorras
Treinador: José Antonio Camacho

Disciplina: Cartão amarelo a Petit (18 min), Rui Costa, (34 min), Nélson (59 min), Ghilas (59 min) e Di Maria (67 min)

Marcador: 0-1 por Cardozo (8 min), 0-2 por Maxi Pereira (26 min), 1-2 por Ghilas (61 min) e 1-3 por Cardozo (90 + 2 min)

Melhor em campo: Luís Filipe (SL Benfica)

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