segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Big Mak... de frango!


Vencemos e não sofremos golos. Os dois requisitos pedidos por Camacho aos jogadores foram cumpridos, apesar da forma sofrível como conseguímos arrancar este resultado. O que conta é o resultado no marcador, e com 1-0, os alemães terão a vida muito complicada na eliminatória. Se sofrerem um golo, terão de marcar três, algo que na Bundesliga conseguiram apenas uma vez (5-1, na vitória ao Frankfurt).

Bem podemos agradecer a vitória. Não sei se merecíamos este resultado. Estatisticamente fomos bastante inferiores: 7 remates contra 13 dos alemães, sendo que apenas 2 (!) foram à baliza, enquanto eles atiraram ao alvo por 4 vezes. Fizemos mais faltas (se bem que a actuação do árbitro fosse ao nível dos que cá temos...) mas tivemos mais posse de bola, o que nos permitiu construir jogadas mais consistentes e elaboradas do que o futebol de "chutão" praticado pelo Nurnberg.

O remate certeiro foi após uma excelente iniciativa individua de Rui Costa, que arrastou consigo cinco defensores dos alemães e deixou Maukula liberto, com espaço para disparar à baliza, fazendo assim o primeiro golo com o manto sagrado. Estava quebrado o nulo. Obrigado pela colaboração, Blazek.


Na segunda parte, o Benfica dominou os germâncios, que só impuseram o seu "futebol" após os 75 minutos por nítida quebra física do trio do meio-campo: Rui Costa, Nuno Assis e Petit. Mas globalmente, durante toda a segunda parte, o Benfica foi senhor do jogo, mostrando uma atitude madura, de uma equipa experiente: Quim, tem uma defesa que vale o bilhete, os defesas não deram espaços ao gigante Koller, bem anulado por um jogão do grande zagueiro, Luisão; o meio-campo foi dinamizador de jogo (graças a Rui Costa) e o ataque soube jogar ao estilo do Nurnberg: com força, apostando no choque, desgastando assim a defesa.

Fiquei contente com o jogo. Apesar de muita gente achar que deveríamos ter feito mais, é importante lembrar que o Nurnberg tem mais valor do que o que as pessoas pensam, por isso a vitória por 1-0 até foi boa. Para a semana é repetir a dose, que Portugal bem precisa de pontos para o ranking e porque nós queremos sonhar alto na UEFA. Bem alto.

Ficha de jogo

Taça UEFA - 16 avos-de-final
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: Cerca de 29 000 espectadores
Árbitro: Alexandru Dan Tudor (Roménia)

SL Benfica

Quim; Nélson, Luisão, Katsouranis e Léo; Petit (cap.), Rui Costa, Nuno Assis (David Luiz, 85 min) e C. Rodriguez (Freddy Adu, 85 min); Cardozo (Di Maria, 59 min) e Makukula
Suplentes não utilizados: Butt, Luís Filipe, Edcarlos e Mantorras
Treinador: José Antonio Camacho

FC Nurnberg

Blazek; Reinhardt, Glauber, Wolf e Pinola; Galasek (cap.), Kluge e Engelhardt; Adler (Kristiansen ao int.), Koller e Saenko
Suplentes não utilizados: Klewer, Charisteas, Schmidt, Spiranovic, Abardonado e Mnari
Treinador: Thomas von Heesen

Disciplina: Cartão amarelo a Nélson (22 min), Wolf (65 min), Petit (87 min) e Pinola (87 min)

Marcador: 1-0 por Makukula (43 min)

Melhor em campo: Luisão (SL Benfica)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Sem mais comentários

«Quanto aos jogos dos restantes «grandes», o Naval-Benfica terá arbitragem de Rui Costa, enquanto no Sporting-Est. Amadora estará Artur Soares Dias, curiosamente dois árbitros da AF Porto.»

in A BOLA

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A exaltação dos valores da Academia


Em Alcochete, mal um rapazito dá três toques na bola, é de imediato chamado um professor de inglês para ensinar essa língua de trapos à criança, pois, mais cedo ou mais tarde, o tio Carlos vai levá-la para Manchester (ou Manster, como diz o nosso querido engenheiro. Um bem-haja para os gregos!).


Foi assim com o miúdo da Madeira, foi assim com o miúdo de Massamá, será assim com o filho do grande Veloso e, quiçá, também pode ser assim com o novo guarda-redes da "melhor escola de formação do Mundo" (como só ela se intitula), o Rui Patrício.

Toda a gente sabe que o Rui Patrício é o melhor guarda-redes da Liga (e ai de quem diga o contrário! É proibido!). Toda a gente sabe que Rui Patrício é produto da "melhor escola de formação de jogadores do Mundo". E aliás, é tão bom, tão bom, tão bom, tão bom, tão bom que o Scolari já o convocou para um particular contra a melhor selecção do Mundo.

A questão que aqui se coloca é clara: porque é que Rui Patrício é convocado em detrimento de outros guarda-redes? É melhor? Vejamos então:

Nos seus 8 jogos para o campeonato, o "sucessor de Damas" tem uma média de 5,5 pontos por jogo, segundo um diário desportivo, e sofreu, nada mais nada menos que 8 golos.
Na época 2001/2002, despontava um outro guarda-redes de qualidade, José Moreira, que nos oito primeiros jogos sofreu apenas dois golos. Dois! E no entanto, esse mesmo Moreira não tem uma única internacionalização A pela selecção.

Pelos vistos, o registo do futuro melhor guarda-redes do Mundo "formado na melhor escola do Mundo" não é assim tão positivo como apregoam. Há muitos outros guarda-redes capazes de fazer melhor que o menino de Alcochete. Há guarda-redes portugueses a realizarem épocas muito boas, umas atrás das outras, e nunca são chamados à selecção. Por exemplo, o Hilário (Chelsea), Eduardo (Vit. Setúbal) ou Pedro Roma (Académica). Por que é que estes jogadores não são chamados?

Hoje jogamos com a Itália. Espero que Scolari tenha o bom senso de não dar a baliza a Rui Patrício sem a dar primeiro a um outro guarda-redes muito profissional que está há vários anos (cerca de 7!) na selecção sem fazer um único jogo, e que nunca se queixa dessa situação, revelando o seu espírito desportivo e a sua atitude de excelente profissional, o guarda-redes titular do Benfica, Quim.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Ou muito me engano ou...


... já foste.

De volta ao "normal"

Bem me parecia que a exibição do fim-de-semana passado tinha sido fruto do acaso. Frente ao Nacional, no Estádio da Luz, não conseguímos dar sequência ao bom resultado alcançado no Minho e ao deslize do praticamente-campeão-nacional-que-já-tem-as-faixas-encomendadas. Assim, com este resultado, o segundo lugar fica em risco, quando a deslocação a Alvalade já não está assim tão longe.

Ontem, mais uma vez, o Benfica voltou a entrar tímido no jogo. Não conseguiu durante toda a primeira parte fazer uma jogada com princípio, meio e fim. Não há fio de jogo. Não se faz uma jogada completa com bola a correr pelo relvado, isto sobretudo devido à ausência da peça fundamental da equipa, que já tem 35 anos, Rui Costa. Algo está mal quando uma equipa vê nela o melhor jogador com aquela idade e se sente tão dependente dele.

Para não variar, o adversário do Benfica entrou forte no jogo. Começaram a incomodar Quim ainda antes dos 10 minutos, chegando à nossa baliza com uma impressionante facilidade. O nosso meio-campo defensivo está de rastos. Petit e Katsouranis estão completamente fora de forma. Não conseguem recuperar nos contra-ataques, não têm envolvimento nos lances ofensivos e não conseguem transmitir garra a uma equipa atafulhada de sul-americanos.
Ofensivamente, os jogadores (à excepção de Di Maria e Nuno Gomes) estavam simplesmente parados. Lá no 3º piso é que dá para ver quem corre e quem não o faz. É incrível ver Maxi Pereira, Cardozo, os dois trincos e os laterais parados, sem procurarem desmarcações ou linhas de passe. Dá dó ver um Benfica que parece que não treina durante toda a semana.
E como a situação não estava assim tão má que não pudesse piorar, eis que se lesiona um dos poucos jogadores que poderia conseguir fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, Nuno Gomes. Felizmente não tivemos que "gramar" com o Assis, pois estava lá no banco C. Rodriguez, que até acabou por ser um dos melhores em campo. A primeira parte terminava pouco depois com pouquíssimo futebol.

No segundo tempo o Benfica entrou mais objectivo, fruto das investidas de Di Maria e Rodriguez, mas também algo desorganizado, não se percebendo em que posições estavam a actuar os três médios sul-americanos. O Benfica até teve boas oportunidades com Maxi Pereira num remate frontal e dois cabeceamentos, por Cardozo (tão apagado...) e Mantorras, que foi inconsequente. Nos vários lances de bola parada que tivemos, nem um resultou em perigo. Mas será que eles treinam? Tudo marcado ao segundo poste onde não aparecia ninguém, quando toda a gente sabe que o melhor jogador do Benfica nestes lances é Katsouranis, que costuma aparecer em antecipação ao primeiro poste. O Nacional apenas a espaços procurou a sorte, sorte essa que lhe ia saindo num cabeceamento de Ricardo Fernandes, após livre de Spadacio.
Nas substituições Camacho esteve desastroso: primeiro tirou o Nélson e colocou Léo, quando devia ter retirado o apagado Luís Filipe e colocado o luso-cabo-verdiano na direita, e segundo tirou Di Maria, que foi claramente o melhor em campo, o que valeu uma monumental assobiadela ao técnico espanhol.
Resultado final, 0-0, que premeia o esforço do Nacional sobretudo na primeira parte e castiga a desorganização colectiva do Benfica.

No final, lenços brancos e bastantes vaias para a equipa e para José Antonio Camacho, que, com a vinda de Makukula, terá mais uma solução para um ataque que parece cada vez mais ineficaz.

P.S. Comportamento vergonhoso das claques: os Diabos Vermelhos praticamente não apareceram, mais uma vez. Só põem os pés no Estádio quando jogamos com os rivais. Os No Name Boys fizeram a única coisa que sabem: mandar very lights para o campo, dando razão a quem diz que as claques são fonte de problemas e que não dignificam o espectáculo, dando uma imagem de insegurança ao futebol.

Ficha de jogo

Bwin Liga - 18ª jornada
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: 31 694 espectadores
Árbitro: Olegário Benquerença (AF Leiria)

SL Benfica

Quim; Luís Filipe, Luisão, Edcarlos e Nélson (Léo, 67 min); Petit, Katsouranis, Maxi Pereira e Di Maria (Mantorras, 79 min); Nuno Gomes (cap.) (C. Rodriguez, 39 min) e Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Sepsi, Adu e Nuno Assis
Treinador: José Antonio Camacho

CD Nacional

Bracalli; Patacas (cap.), Ricardo Fernandes, Cardozo e Alonso; Edson, Cléber, Juninho (Adriano, 68 min), Juliano Spadacio e Fábo Coentrão (Pateiro, 75 min); Rodrigo (Lipatin, 63 min)
Suplentes não utilizados: Belma, João Coimbra, Filipe Lopes e Reinaldo
Treinador: Pedrag Jokanovic

Discplina: Cartão amarelo a Di Maria (76 min) e Adriano (80 min)

Marcador:

Melhor em campo: Di Maria (SL Benfica)

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