quinta-feira, 11 de junho de 2009

Perfil


Quando se contrata um jogador, tem de se conhecer o seu perfil psicológico. Não basta apenas saber se faz 20 assistências ou 20 golos por época. É preciso que, antes de chegar ao clube, não comece a dizer, na imprensa, que quer sair. Ainda por cima se custa para cima de um balúrdio. Por mim, este começava já com o salário de Agosto. O de Julho nem lhe punha a vista em cima. Que é para aprender.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Eleições (ou "O Assalto ao Poder")

Não vou falar dos muitos méritos ou dos deméritos de Luís Filipe Vieira. Tem-nos todos, com certeza, mas falaremos disso mais adiante quando estivermos mais próximos do acto eleitoral. Concentremo-nos hoje no que estas eleições de 3 de Julho representam para o Sport Lisboa e Benfica.

Para mim, as eleições nesta [não] altura do campeonato são um grande e grave erro, de quem quer segurar a cadeira do poder a todo o custo. Clara e objectivamente. E eu estou à vontade com a minha opinião mais que não seja porque sempre fui a favor das eleições em Outubro, sem atropelos aos estatutos.

Não existe nenhum motivo para a demissão em bloco da direcção e dos corpos sociais do Benfica. Em primeiro lugar porque o chamado "ruído de fundo" é normal num clube como o Benfica. Mal de nós se não houvesse crítica, porque nenhum clube é perfeito. Esta demissão conjunta e bem organizada (mas mal encenada) só demonstra duas coisas: primeiro, o Benfica é gerido de fora para dentro. Tem opinião quem está de fora; segundo, a direcção é fraca e tem medo do que pode vir aí...

Se as eleições não pudessem, por qualquer razão, ser em Outubro, então deveriam ser feitas no final de Maio, como as do Sporting (odeio dar-lhes razão, mas têm-na), e portanto o objectivo da antecipação das eleições é claro: impedir que Veiga chegue a presidente. Afinal, ele parece ser, neste momento, o único com argumentos suficientes para convencer os benfiquistas a votarem nele. O campeonato ganho por Trapattoni parece ser a grande arma. E lembram-se disto? Pois é.

Quanto às palavras de Vilarinho, só tenho de dizer que me sinto muito triste por ele pensar dessa maneira. Há uns meses, quando disse que Manuel Damásio, Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho tinham sido, possivelmente, os três piores presidentes da história do clube, quase caiu o carmo e a trindade. Hoje (ou ontem, melhor dizendo), Vilarinho demonstra, pelas suas palavras, aquilo que os seus actos iam levando: a destruição das modalidades do Benfica. O Hóquei foi o exemplo mais flagrante. De uma super-equipa liderada por Panchito, passámos a ter um grupo fraco.

Concluindo: se Vieira ganhar, mantém-se o treinador que ele escolheu para inicar a época, e os jogadores que contratou, mas a época pode estar (estará mesmo) comprometida; se Bruno Carvalho ganhar (e como dizia o outro, se o jacaré tossir), vem novo treinador em Julho, com novos jogadores e mais uma carrada de problemas; se Veiga ganhar, vem aí nova revolução.

Independentemente de quem ganhar, é o Benfica quem perde.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Alguém que me explique o Sepsi

A época já terminou, o que está feito, está feito, e já não há mais objectivos por lutar a não ser a vitória no próximo sábado frente ao CF Beleneneses. Nessa medida, podemos começar a falar daquilo que vai ser a próxima época. Comecemos mais precisamente pelos jogadores que o Benfica tem emprestados. Hoje, Sepsi.

Sepsi veio de um clube incógnito da Roménia já depois de uma experiência falhada em Rennes, na altura orientado por Laszlo Boloni. Quando este tipo de jogadores chega a um clube como o Benfica, tem uma de duas opções: ou é realmente muito bom e agarra o lugar, ou então revela-se um flop porque não se consegue impor no clube. Sepsi foi apenas um de muitos jogadores que não conseguiu singrar.

E vai estar de volta. Completou apenas 7 jogos pelo Racing de Santander esta época, para a Liga Espanhola. Os espanhóis, ao que sei, não o acham nenhum craque, pelo que, para o ano, deverá mesmo fazer a pré-época connosco (isto se o Quique, ou o Jesus, ou seja lá quem for, não o dispensar/emprestar depressa).

Mas o que eu gostava de saber era o porquê disto:

12 de Novembro de 2008: “Na reunião antes do início da temporada, não fui autorizado a treinar-me com a primeira equipa. Parecia que era um vagabundo ou drogado. Não quero voltar ao Benfica, porque as pessoas portaram-se mal. Tiveram atitudes que não dignificam um clube com aquela grandeza. Lá não volto de certeza."

19 de Maio de 2009: "A minha primeira opção é o Benfica".


O que mudou entretanto?

sábado, 9 de maio de 2009

Assim não, Quique


Quando o treinador do Benfica criticou abertamente Reyes, Di Maria, Cardozo, Katsouranis, Balboa, enfim, muita gente, fui a favor do método de Quique. Acho que espicaçar os jogadores do Benfica é uma atitude louvável e necessária. O que não se pode fazer é atacar pessoalmente um ex-jogador do clube que sempre deu tudo em prol do Benfica e que sempre defendeu a camisola com um enorme orgulho. Isso Enrique, é inadmissível, mesmo que seja em reposta ao atleta em questão.

Defendi Quique até aos limites possíveis, e se necessário, continuarei a defender, mas neste momento, mais que algumas substituições, mais que algumas decisões e mais que algumas críticas a jogadores como o Léo há algo que me preocupa ainda mais que isso. É notar que no discurso de Quique está, para além de um claro fugir das responsabilidades, uma sobranceria de quem se acha maior e melhor que o Clube que treina. E quando esse clube é o Benfica, a situação torna-se grave. Os jogadores passam, os treinadores passam, os dirigentes passam, mas o Clube fica. Não te esqueças disso, Quique.

domingo, 3 de maio de 2009

Pré-requisitos preenchidos

É sabido por todos que um dos pré-requisitos para se ser jogador do Benfica é, precisamente, marcar um golo contra o nosso clube. Nos últimos anos foi assim com Karadas, Sabry, Nuno Gomes, Mantorras, Derlei, Zahovic, Cadete, isto tudo só de cabeça. Vai uma aposta que estes dois estão cá para o ano?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Palhaçada

Rui Costa (dirigente do Benfica), foi castigado por um mês por "lesão da honra e da reputação" do árbitro do encontro entre Benfica e Marítimo, de seu nome também Rui Costa. "Lesão da honra e da reputação", sim, exactamente, leram bem. Todos sabemos que este árbitro tem uma filha da reputação a manter, é irmão de outro génio do apito, o Paulo Costa, que irá terminar a carreira em breve devido à idade (graças a Deus!), deixando as insígnias de internacional ao seu irmão (Deus nos livre!). Sim, o que conseguiu meter os dois golos do Marítimo.

Paulo Bento, esse, chama "nojento", "maricas de m*rda" e outras coisas que podem ler aqui ao árbitro Bruno Paixão. É expulso, mas depois não é castigado. Pedro Silva dirige-se a Lucílio Baptista à peitada e o que acontece? Nada?

Quo vadis, futebol português...

sábado, 25 de abril de 2009

Petit


Durante a pré-época, eu e o Sigmund discutimos aqui no blog Eterno Benfica algumas das transferências do Benfica, nomeadamente a dispensa (ou venda, como entenderem) de Petit.

Hoje, passados 10 meses, o Benfica dificilmente consegue aguentar a vantagem de um golo. Hoje, não temos uma dupla de médios-centro que consiga segurar a bola a meio-campo, talvez porque Carlos Martins esteja mais tempo lesionado do que a jogar. Hoje, percebemos que o Petit, quando está em forma, faz realmente falta naquele meio-campo do Benfica.

E não é só ao Benfica que faz falta. Olhem para a selecção. Da equipa que jogou com Scolari, só saíram Nuno Gomes, Ricardo e... Petit! Podem dizer-me: "Ah, mas o problema da selecção é que não marca golos, e o Petit também não os marcava!". Pois não, não marca, mas com ele em campo a selecção ganhava, sabia defender, e possivelmente não teria levado três secos da Dinamarca.

Hoje, passados 10 meses, Petit é o 13º jogador de campo mais utilizado da Bundesliga e o 4º médio com mais tempo de jogo, tendo, nas 28 jornadas já disputadas, realizado 27 jogos, dos quais 24 foram completados, substituído por 3 vezes (90', 69' e 82').

É um dos jogadores preferidos do treinador do FC Koln, Christoph Daum e, na minha opinião, é melhor que Amorim, Katsouranis, Yebda, Bynia e Filipe Bastos.

Petit, mesmo sendo um jogador discreto, era de uma importância fundamental que alguns benfiquistas negligenciaram na últma pré-época. Os seus cruzamentos para golos de Luisão (Sporting e Liverpool), os seus golaços (PSG, Marítimo, Estrela da Amadora), a sua entrega e sobretudo, o seu sentido posicional e leitura de jogo (ai Yebda!) fazem muita falta ao Benfica e à Selecção.

Hoje, passados 10 meses, quero saber quem era a favor da saída de Petit e mantém a sua opinião, assim como quem era contra a saída do internacional português e continua a achar que o Benfica fez mal em vendê-lo.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Telma Monteiro


Parabéns a Telma Monteiro, campeã europeia de Judo na categoria -57 kg.

Ecletismo não é, na minha opinião, ter muitas modalidades. Ou melhor, é isso, mas não chega. Ecletismo é ganhar muito nas muitas modalidades que se tem. E nisso, como o Benfica, em Portugal ou no Mundo, não há.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Voleibol


Este post será o primeiro de uma série de cinco sobre as principais modalidades de pavilhão do Benfica. Faço hoje a análise da primeira modalidade que já está "de férias", uma vez que o campeonato já acabou, o Voleibol.

Este ano, o Benfica com um orçamento bastante reduzido comparativamente com outras modalidades (futsal e basquetebol), foi capaz de surpreender tudo e todos na secção de Voleibol. Aquela que se esperava ser uma época de dificuldades (pensou-se que a equipa deveria ficar pelos 6 primeiros) acabou num sucesso inesperado, até porque a nossa equipa terminou em 4º lugar na fase regular, tendo ficado em 3º nos playoff.

"Mas contentas-te com o 3º lugar para uma equipa que já foi 3 vezes campeã, 12 vezes vencedora da Taça e 1 vez da Supertaça?" - podem perguntar alguns. Não, não posso dizer que fiquei de todo contente com o 3º lugar, mas há que ver no contexto actual e com a saída de jogadores influentes nas ultimas épocas (Lukianetz, Carlos Teixeira, entre muitos outros), o Benfica perdeu qualidade. Com os maus resultados do futebol na época 2007/2008, foi o Voleibol que também sofreu as consequências. Mas face aos resultados, Vieira já prometeu um maior investimento nesta modalidade para a próxima época. A juntr a isto tudo há o facto de o Benfica ter tido o pavilhão da Luz bem composto nos jogos dos palyoff, nomeadamente o último em casa com o Leixões, onde também estiveram Rui Costa e Luís Filipe Vieira.

Mas dizia eu que a época não começou de feição, com derrotas em Espinho, Esmoriz, Matosinhos e Guimarães nas 5 primeiras jornadas, num calendário altamente desiquilibrado. Depois, em 6 jogos, a equipa embalou numa série de 6 vitórias, tendo cedido apenas 2 sets. Até final, os resultados foram mais ou menos os esperados, com vitórias em todos os jogos em casa à excepção dos encontros com Sporting de Espinho e Vitória de Guimarães (demsaido fortes este ano).

Nos playoff, a nossa equipa jogou com o Fonte Bastardo nos quartos-de-final tendo ganho o primeiro e o segundo jogos por 3-2 (em casa) e 1-3 (fora), tendo de seguida defrontado o Sp. Espinho, campeão nacional, com quem perdeu primeiro em Espinho e depois na Luz por 3-1.
No jogo que dava direito ao terceiro lugar, o Benfica (4º na fase regular) bateu o Leixões (6º) na Luz e em Matosinhos sempre por 3-1.

Onde é que ele aprendeu a fazer isto?!



Pormenor delicioso o facto de no momento da agressão estar um banner a anunciar a Peace Cup 2009. Será que Pepe vai participar?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A Táctica FC Porto (post com bolinha no canto)

As imagens que se seguem contêm um conteúdo chocante que não deve ser visto pelos nossos leitores mais sensíveis. É um post extremamente ordinário sem nível nenhum, mas que mostra bem o que se passa no Dragão. Depois não digam que eu não avisei.



"É assim que deves entrar sobre o gajo, percebes, Meireles?!"




"Foi Mei(o) reles abusar assim do idoso"

Agradecimentos ao Sou de um Clube Lutador e O Banco da Mexicana

Há coisas do diabo

Por uma vez na vida, um mesmo jogador lesiona-se 3 vezes na mesma época, sempre na véspera do jogo com a mesma equipa. Coincidência incrível ter acontecido a Nuno André Coelho, jogador do Estrela da Amadora, emprestado pelo fóculporto.

Finalmente... tranqulidade

O Benfica voltou às vitórias na Liga, desta vez frente ao Vitória, em Setúbal, por expressivos 0-4. O resultado é no entanto enganador. O Benfica, apesar de muito superior, nunca conseguiu jogar realmente bem e acabou por construir a vantagem fruto de erros sucessivos dos sadinos, que, se mantiverem a quantidade de erros nos próximos jogos, bem podem preparar as malas para a Liga Vitalis.

Este Setúbal é exactamente o mesmo com que empatámos na primeira volta. Uma equipa muito muito fraca. E é precisamente com este tipo de equipas que o Benfica perde os campeonatos, o que não pode continuar a acontecer.

domingo, 19 de abril de 2009


Sabem o que é uma equipa realmente muito superior a todas as outras? É o Benfica em Basquetebol. Com o triunfo no pavilhão do ainda bi-campeão português, a Ovarense, por 59-76, o Benfica consegue assim a 29ª vitória consecutiva em outros tantos jogos. No próximo fim-de-semana há jogo, na Luz, frente ao FC Porto. Quero ver quem vai faltar...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

10 anos de gestão danosa (se calhar "danosa" é demasiado pesado, mas...)

Este post não se trata de uma crítica exclusiva a Luís Filipe Vieira, até porque nem todos os jogadores desta lista foram dispensados pelo actual presidente do Benfica. Como já devem ter percebido pelo tom dos meus textos aqui no blog, não sou da chamada "oposição" a Vieira. Pelo contrário. Mas também não sou dos que abanam a cabeça para cima e para baixo a dizer "Sim Sr. Vieira, tudo o que você fez é extremamente bom!".

Nessa medida, eis uma lista com 11 jogadores (um para cada posição) e um treinador dispensados ou que sairam a custo zero do Benfica nos últimos 10 anos.

GR - Robert Enke
DC - Hélder Cristóvão
DC - Carlos Gamarra
DD - João Pereira
DE - Léo
MD - Petit
MD - Maniche
M D - Geovanni
M E - Giorgios Karagounis
MO - Nuno Assis
AV - João Vieira Pinto

T - José Mourinho

Dá que pensar. A avaliar pela qualidade dos jogadores na altura em que foram dispensados ou na qualidade que alguns ainda hoje apresentam, não tenho dúvidas que com este onze base e com este treinador, o Sport Lisboa e Benfica seria campeão.

Adenda: Peço desculpa pelo erro. Fui confirmar e de facto Carlos Gamarra não saiu a custo zero. Obrigado ao Éter e ao David pela correcção.

domingo, 12 de abril de 2009

Quem acha que Quique deve continuar levante a mão


Então já somos dois!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

De volta a Marraquexe

Dizia o Rui Gomes no post abaixo que "Mais de 12 horas depois do apito final do jogo de ontem na Reboleira, escasseiam as palavras neste glorioso blog." É verdade, ou melhor, é meia-verdade, uma vez que as minhas férias se sobrepuseram à escrita aqui no blog.

Deixei o Norte de África (lê-se Portugal...) e fui visitar um país, ou melhor, uma cidade europeia - Londres. Mas mesmo assim, isso não foi suficiente para deixar de ver o jogo entre o Estrela da Amadora e o Benfica, graças à dificuldade em dormir (será do futebol praticado pela equipa?).

Bendita a RTP Internacional que teve o bom senso de transmitir o jogo... às 3h00 da manhã. Vi-o, quase todo, e nem sei como não voltei a adormecer. A equipa provoca sono, as falhas defensivas naquele jogo davam para uma época inteira. O que se passa com David Luiz? Onde é que ele tem a concentração? E por que é que o duplo-pivot defensivo constituído por Katsouranis e Yebda tem de defender tão à frente, deixando espaço para os médios do Estrela chegarem com perigo à nossa baliza?

Por outro lado, também é bem verdade que desde o início da segunda volta do campeonato (e já lá vão 8 jornadas) o Estrela tem um registo de EEDVEEE, ou seja, uma derrota apenas nos últimos 8 jogos! Uma equipa que não treina, é certo, mas que deu água pela barba ao Porto, ao Braga, ao Nacional e a outros, ou já não se lembram?

E para terminar, um aviso, em jeito de protesto: o campeonato ainda não acabou. Aqueles que baixam os braços e deixam de lutar simplesmente porque estamos a 5 pontos do Porto e a 1 do Sporting deveriam repensar a sua atitude. Dizem que a equipa não joga nada. É verdade, também acho. Mas preferem jogar bonito e acabar em terceiro ou jogar feio e acabar em segundo ou primeiro?

Este foi uma espécie de ano 0 no Benfica. Na próxima época mais jogadores virão (reforços no verdadeiro sentido da palavra, espero). E espero que o que quer que a Direcção do SLB faça não nos conduza a mais um ano 0.

P.S. Também é triste o que se passa na blogosfera. De parte a parte. Acusações, insultos, birras, parecem ser sinal de alguma desorientação por parte de alguns benfiquistas. Que discordem das opiniões uns dos outros é uma coisa. Mas o que se passa entre estes dois blogues é mau demais..

Publicado simultaneamente no Eterno Benfica.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Perfil Psicológico de Quim


A vitória benfiquista na Final da Taça da Liga era um imperativo, e felizmente foi conseguida. Tivemos um herói, improvável, é certo, depois de tudo o que passou neste últimos meses de Benfica: Quim. É precisamente sobre ele que versa este post.

Há uns meses, após o empate na Luz frente ao Vitória de Setúbal, escrevi que Moreira deveria ser rapidamente recolocado na baliza do Benfica porque e passo a citar "Banco de suplentes precisa-se e já! A ver se ele [Quim] arruma a cabeça!". O Quim não aguentava a pressão. Tinham sido 5 golos do Olympiakos, mais 6 do Brasil (obrigado Queiroz, não perco uma oportunidade para malhar em ti!) e mais um pato à PeQuim frente ao Vitória.

Passados 4 meses, o Benfica ainda pode vir a ganhar o título de campeão português, apesar de as hipóteses serem remotas. Uma boa maneira de sermos campeões é, na minha opinião, e se Quim estiver psicologicamente muito forte após os penalties defendidos no Algarve, colocar o nº 12 na baliza.

"Não concordo!" gritarão alguns. Possivelmente com razão. Mas foi também após uma enorme injustiça de Trapatonni ao retirar Moreira para colocar Quim que o Benfica conseguiu inverter a onda de maus resultados acabando por ganhar o campeonato que há 11 anos nos escapava.

Por isso, a alteração de Moreira por Quim pode ser sinal, para o resto da equipa, que as coisas podem mudar, de que tudo é possível. E talvez eles acreditem que sim. E talvez sejamos campeões.

Publicado simultaneamente no Eterno Benfica

Novo template

Para retomar a escrita neste blogue, nada melhor que um novo e, modéstia à parte, espectacular template. Espero que gostem.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Tempo de Ser Benfiquista

É num momento particularmente importante da época do Benfica que vos escrevo este post. Estamos em segundo, a apenas um ponto do líder, o FC Porto, e com três pontos de avanço sobre o Leixões e o Sporting, com quem jogaremos o grande derby deste sábado. O campeonato segue já na segunda volta, mais precisamente com 18 jornadas decorridas. Foi mais ou menos por esta altura que, há exactamente quatro anos, 6 milhões em Portugal acreditaram que era possível voltar a ganhar. Sem querermos, ou sabermos, dissemos Yes, we can!, e sem darmos por isso, levámos o Benfica ao colo rumo ao título. Poderá este ano ser novamente assim? Eu acho que depende de nós. Nessa medida, o futuro parece animador, apesar das dificuldades que se estão para vir.

Depois de devidamente superadas as contrariedades na Taça de Portugal e na UEFA, resta-nos a prova rainha, o Campeonato, e a Taça da Liga, que apesar de não considerar uma competição muito importante, penso que dever-se-ia investir nela esta época visto que o plantel é extenso e já não tem muitos jogos a fazer. Será uma final a realizar no Estádio do Algarve com o nosso eterno rival, o Sporting. Relembro que é a primeira vez em quatro anos que o Benfica se encontra numa final, e acredito que a conquista desta mesma poderá ter um efeito catalisador para o futuro, tornando esta equipa numa equipa ganhadora, tal como aconteceu com a famosa base de Camacho.Além disso, o que os adeptos querem são vitórias, são títulos, é um futebol bonito, e isso leva mais gente aos estádios, não só da Luz, mas também ao dos nossos adversários, que têm medo de jogar contra um mar vermelho, à semelhança do que aconteceu em 2005, na altura do título de Trap.

Lutaremos claro, porque “somos de um clube lutador”, contra aqueles que se coloquem à nossa frente e que tenham por intenção impedir que cheguemos à promised land: Xistras, Lucílios, Henriques, Gomes, Elmanos, Olegários, Proenças, todos. Fomos beneficiados em poucos jogos, mais precisamente em um, contra o Sporting de Braga, é verdade, por um dos filhos do Apito Dourado, o Paulo Baptista, mas a quantidade de vezes que fomos prejudicados é muitíssimo maior. Como ficou provado frente ao Nacional, ao Setúbal, ao Porto, ao Leixões, etc, por vezes não é só contra os nossos adversários que temos de jogar. É também contra “os outros”.

Mas dizia que para que tal sonho se volte a realizar, é preciso primeiramente que os benfiquistas se unam (pois, por vezes, somos o nosso pior inimigo), que olhem todos para diante, isto sem nunca perder o espírito crítico positivo em relação à estrutura e funcionamento daquele que acreditamos ser o maior e melhor clube do Mundo e sem também deixar passar em branco todos os actos incorrectos e que infringem com as leis e com o bom funcionamento do futebol português, desde à passividade de uns que se escondem e se tornam subservientes daqueles que na realidade deveriam ser os seus rivais também, aos actos de corrupção de outros, ou até mesmo os salários em atraso de terceiros.

E é precisamente revendo a nossa própria História que nos encontraremos connosco mesmos: teoricamente, nunca fomos, desde início, o clube que iria ganhar a tudo e a todos. Não começámos com muito dinheiro. Não começámos com as melhores instalações. Não tínhamos sequer campo próprio, ou banhos de água quente para os atletas. Não planeámos a formação de um clube nos salões de Lisboa, nem em grandes jantares. Não. Foi numa simples farmácia de Belém. E apenas com o querer de um grupo de 24 homens, entre os quais se destacava Cosme Damião.

Desde início foram tantas as dificuldades: os nossos campeonatos eram propriedade dos ingleses que faziam o que queriam de nós: jogavam quando queriam, como queriam e ganhavam de qualquer das maneiras. Mas nós reagimos. Mas nós revoltámo-nos. E montámos aquela que seria a primeira equipa a derrotar os ingleses. E assim fomos seguindo o nosso caminho. Ganhámos os campeonatos de Lisboa, o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal, a Supertaça, a Taça dos Campeões Europeus, a Taça Latina e muito mais. Palmarés vastíssimo o do nosso ecléctico clube. Os ingleses foram-se, mas hoje, o nosso futebol está novamente minado de outros ingleses, cuja bandeira é a da corrupção. Tal como no início do século XX, eles jogam quando querem, pedindo o adiamento dos seus jogos ou provocando os outros clubes a adiar as suas partidas, e acham que os meios que utilizam para chegarem aos fins que pretendem são adequados e justos. Mas, tal como no passado, reagiremos e lutaremos.

Mas dizia que esse sentimento crescente de esperança, de união e de vitória que se conseguiu, pouco a pouco, foi alastrando a uma sociedade inteira, tanto que nos anos 40, 50 e 60, mesmo num país dividido política, social e economicamente, havia um denominador comum a muita gente: o Benfica. Era o Benfica que unia um país dividido. Era o Benfica que dava esperança a quem não a tinha. Quem não sabe como as pessoas paravam para ver o Benfica na televisão? Quem é que não sabe que quando o Benfica jogava, se perguntava “por quantos é que ganhámos?” e não “hoje ganhámos?”? É esse o Benfica que queremos hoje. Queremos o Benfica que tinha o estádio sempre cheio, que tinha uma dimensão europeia intocável e que ganhar 8-0 a uma equipa de outro país não era uma meta impossível. Queremos dentro de campo figuras míticas como Eusébio, Coluna, Humberto, Rui Costa.

E, para que tal suceda, é preciso criar as condições necessárias. E foram efectivamente criadas! O Benfica recuperou da pior crise financeira de sempre, consolidou as contas, montou uma equipa ganhadora, maioritariamente composta de portugueses, construiu um novo estádio, mobilizou milhares de não-sócios tornando-os sócios, construiu um complexo de treinos, o Caixa Futebol Campus, modernizou o seu Jornal, revelou uma nova revista e foi pioneiro no lançamento do primeiro canal televisivo de um clube em Portugal. Mas, mais importante que tudo, salvámos as modalidades: do Basquetebol ao Andebol, passando pelo Hóquei em Patins, o Benfica estava numa situação miserável. E foi tudo reabilitado. No Basquetebol, hoje temos a melhor equipa portuguesa, indiscutivelmente (21 vitórias em 21 jogos); no Andebol, acabámos com uma agonia de 18 anos sem sermos campeões graças ao mágico Aleksandr Donner; no Voleibol, voltámos a ser campeões e a ganhar a Taça; no Hóquei, que esteve à beira do fim, voltámos a ombrear com o FCP, fazendo sempre frente ao Sistema que continua instalado nesta modalidade; o Râguebi tornou-se mais forte; o Futsal é de impor respeito a qualquer um, depois de tantas taças e campeonatos ganhos nos últimos anos; o Atletismo, o Triatlo, o Ciclismo, o Judo, o Ténis de Mesa, todos estão claramente a progredir. Tivemos uma prestação soberba nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, o que fez com que o nosso clube trouxesse mais medalhas que o nosso próprio País.

Já passámos por tanto ao longo da nossa história... desde a deserção de oito jogadores para um clube que lhes oferecia banho de água quente no final dos jogos, à derrota em seis finais europeias, aos 7-1 infligidos pelo Sporting, a sucessivos desfalques e roubos de um dos nossos presidentes, aquele que em primeiro lugar se prontificou a lutar contra o clube da nova ditadura (futebolisticamente falando) em Portugal, e, até mesmo à morte de um dos nossos em campo.

O que hoje vivemos, comparado com o que viveram os grandes benfiquistas do passado, não é nada. Se nos deitarem abaixo, devemos reagir, levantar. Se nos baterem outra vez, reagiremos novamente, seguiremos caminho. E ganharemos.

Olhemos para o passado para aprender de novo. O que não nos mata, torna-nos mais fortes.

Louvo por isso a equipa técnica do Benfica, especialmente Quique Sanchez Flores, homem de ideias firmes, coerente e que acredito saber o que quer para o Benfica, com realismo e com serenidade. Amado por uns, criticado por outro, Quique sabe o que é melhor para o Benfica. Quando elogia, dá motivação. Quando critica, consegue espicaçar os jogadores, feri-los no orgulho, tornando-os mais fortes de jogo para jogo. Não lhe peçam para ser consensual. Nunca ninguém o conseguiu ser. Também congratulo Rui Costa, administrador da SAD e director desportivo do nosso clube, um filho da casa, o meu ídolo no futebol, um homem de valores e que zela pelo nosso clube, pondo-o sempre à frente dos seus interesses pessoais, como foi sabido aquando da sua transferência para Florença e não para o dream team de Cruiff, em Barcelona. E, por fim, também devo dar uma palavra de apoio, de confiança e de gratidão a Luís Filipe Vieira, presidente do Sport Lisboa e Benfica, o homem sob o leme do qual voltámos a conquistar todos os títulos a nível nacional, se bem que tenham sido poucos, é verdade, mas com o qual começámos a reestabelecer a dignidade, a força e a mística quase perdidas com João Vale e Azevedo. São 9 anos de Benfica que Luís Filipe Vieira leva, 6 deles enquanto presidente e três como segunda figura, mas que sabemos bem que era ele que mandava e não Vilarinho. É dos mandatos mais longos da história do nosso clube, apenas ultrapassado por Bento Mântua, o que é sinal de estabilidade e não de estagnação.

Escrevo isto sem esquecer os jogadores, em especial aqueles que têm mais anos de Benfica e que por isso conseguem entender perfeitamente a mística do clube. Falo de Nuno Gomes, capitão, jogador de equipa, máximo marcador do campeonato português em actividade e ser humano de grandes qualidades, defendendo aquilo que acha ser o mais justo: desde a paralisação do campeonato por salários em atraso, às críticas internas sobre o facto de não deixarem os jogadores do Benfica trabalhar com tranquilidade e até mesmo as críticas a pseudo-treinadores de futebol cuja função de apanhar e distribuir pinos era feita na perfeição, mas comandar um grupo de homens é tarefa muito árdua. Falo de Carlos Queiroz. Por alguma razão Nuno Gomes está excluído da “selecção de todos nós”, (ou seja, portugueses e brasileiros também). Continuando nos jogadores, o meu “obrigado” a Luisão, capitão sem braçadeira, o homem que, se for preciso, dá o murro na mesa. Que estes dois exemplos inspirem Miguel Vítor e Rúben Amorim entre outros jogadores e futuros atletas do Benfica, mas especialmente estes dois que referi, pois possuem uma qualidade intrínseca que mais nenhum jogador do Benfica (posso estar enganado) possui: são realmente benfiquistas, desde pequeninos. Que a sorte e a coragem os acompanhe para daqui a vinte anos os recordarmos juntamente naquela restrita galeria dos eternos.

Por fim, uma palavra também para a blogosfera benfiquista. Sim, para vocês que nos lêem e que se calhar até têm um blog como nós: temos muito mais força do que aquilo que pensamos. Não sabemos é utilizá-la. Experimentem colocar todos o mesmo post, no mesmo dia, com a mesma mensagem de apoio ou de ida ao Estádio da Luz. Estou certo que os resultados seriam certamente gratificantes.

Este texto é também um teste à vossa resistência e paciência: se o leram integralmente até este ponto em que vos escrevo, sei que apoiarão o Benfica, seja na Luz, em Alvalade, no Dragão, em Braga, em Setúbal, onde for preciso. Porque eu acredito. Porque eu tenho na alma a chama imensa.

“Esta é a nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento.”

É por isso que eu digo que é tempo de Ser Benfiquista.

Um por todos.

E Pluribus Unum

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Competições Europeias, dois meses depois

Dois meses depois de o Benfica ter sido eliminado das provas europeias é importante analisar o estado dos nossos adversários. Fazemos este exercício em vésperas de uma jornada europeia e comparamos também os casos de Sporting, FC Porto e Sp. Braga. Nesta análise veremos os adversários das equipas portuguesas, a sua classificação nos respectivos campeonatos bem como a percentagem de pontos ganhos nessa prova. Este estudo abrange os adversários que as equipas portuguesas encontraram nas fases de grupos das competições em que participavam.

SL Benfica

Olympiakos (1º classificado na Grécia) 86,4%
Metalist Kharkiv (2º classificado na Ucrânia) 72,5%
Herta Berlin (1º classificado na Alemanha) 66,7%
Galatasaray (4º classificado na Turquia) 61,7%
Média de classificação: 2º lugar
Total: 71,8%

Sporting CP

FC Barcelona (1º classificado em Espanha) 87%
Basel (2º classificado na Suíça) 65%
Shaktar Doneskt (4º classificado na Ucrânia) 60,8%
Média de classificação: 2,33º lugar
Total: 70,9%

FC Porto

Arsenal (5º classificado em Inglaterra) 58,7%
Dymano Kyiv (1º classificado na Ucrânia) 84,3%
Fenerbahçe (4º classificado na Turquia) 61,7%
Média de classificação: 3,33º lugar
Total: 68,2%

SC Braga

Portsmouth (15º classificado em Inglaterra) 36%
Heerenveen (5º classificado na Holanda) 60,9%
AC Milan (3º classificado em Itália) 62,5%
Wolfsburg (6º classificado na Alemanha) 55%
Média de classificação: 7,25º lugar
Total: 53,6%

Concluindo:

Os adversários do Benfica eram os mais fortes. Entre eles encontravam-se o actual líder do campeonato alemão e o líder destacadíssimo do campeonato grego. Dos adversários turcos de Benfica e Porto, o grau de dificuldade era aproximadamente o mesmo, uma vez que no campeonato têm o mesmo número de pontos. Dos adversários ucranianos de Benfica, Sporting e Porto, o dos dragões era o mais difícil, seguindo-se o do Benfica, pois terminou em segundo enquanto que o do Sporting em quinto apenas. Dos adversários alemães de Benfica, Sporting e Braga, o do Benfica está em primeiro, o do Sporting em quarto e do Braga em sexto.

Os adversários do Benfica têm uma maior percentagem de pontos ganhos nos seus campeonatos que os de Sporting, Porto e Braga.

Dos adversários do Sporting, apenas o Barcelona não estava ao alcance dos leões. De resto, Basileia e Shaktar eram equipas mais fáceis que qualquer uma do grupo do Benfica.

Dos adversários do FC Porto, o Fenerbahçe equivale-se ao Galatasaray assim como o Dynamo para o Metalist. O Arsenal é o mais fraco dos últimos dez anos, não tendo nenhuma grande referência futebolística no seu plantel. Tiveram Tony Adams, Sol Campbell, Ashley Cole, Patrick Vieira, Robert Pires, Dennis Bergkamp, Thierry Henry, mas hoje já nenhum deles está presente. Rosicky e Adebayor são os melhores, mais ainda assim não são referências para o grande Arsebnal. Muito fraco este Arsenal, que, ainda assim, deu água pela barba aos dragões.

O grupo do Braga, que até parecia bem difícil acabou por revelar-se muito frágil: o AC Milan está a desiludir, tendo feito uma fraca prestação tanto na UEFA como em Itália; o Portsmouth está a fazer um mau campeonato em Inglaterra apesar da boa equipa que parece ter; o Wolfsburg é bem mais fraco que o Herta; e por fim o Heerenveen, equipa com muita rodagem na Taça UEFA mas que ainda assim pertence ao fraco campeonato holandês, onde os golos surgem em catadupa não por culpa dos atacantes mas devido às fracas defesas desse campeonato. Não será por acaso que o Setúbal conseguiu marcar por duas vezes na Holanda, pois não?

Concluindo, por vezes a Taça UEFA pode ser uma competição bem mais difícil que a Liga dos Campeões numa fase inicial, sobretudo quando na UEFA se apanham Olympiakos em Atenas ou assim. Quando surgiu o sorteio, disse que preferia o grupo do Sporting ou do Porto e com razão.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Observador - com o olho do c* (a completar pelo leitor)

Começa a ser um hábito. Por mim, já devia fazer parte do programa de História e Geografia de Portugal no 2º ciclo. Quando o Benfica joga naquele estádio, o mais certo é ser altamente prejudicado. Felizmente, não há regra sem excepção. Desta vez o Benfica foi altamente beneficiado pela arbitragem de Pedro Proença, esse exemplo de isenção, especialmente quando arbitra o Benfica. Fomos ajudados pela equipa de arbitragem no Dragão, não haja dúvida. Yebda, por mim, devia ter ido para a rua e ainda por cima o Suazo tenta agredir com a sua coxa os pitons de Bruno Alves.

No lance da suposta grande penalidade, acho que Reyes faz mesmo falta sobre Lucho. Qualquer pessoa vê que o impacto é tão forte e tão intencional que é falta passível de grande penalidade. Por tudo isto, tenho mesmo de concordar com a nota dada pelo observador a Pedro Proença: 2,4, por prejudicar o FC Porto.

P.S. Agora, um bocadinho mais a sério, acho graça ver a coerência dos andrades: o penalty que Suazo sofreu no Restelo não existe e a falta de Reyes sobre Lucho existe? Ou são os dois ou não é nenhum!

P.S. 2 - Miguel Sousa Tavares escreve hoje n' ABOLA que "Se Proença fosse sócio do FC Porto, o que não diriam!". Não é preciso dizer nada caro Miguel. Sócios do Benfica ou do Porto a arbitrar é normal que errem sempre. Não é normal é que errem sempre para o mesmo lado.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A lenda d'El Rey D. Sebastião


Reza a lenda que seria num dia de nevoeiro que El Rey D. Sebastião regressaria. Na Luz, o milagre foi mais ao menos o mesmo, mas de proporções bem mais bíblicas. Pedro Mantorras, para quase todos acabado, regressou numa noite de tempestade e fez o que parecia impossível num campo de batalha encharcado como aquele: marcou o golo que colocou o Benfica no lugar onde merece, mesmo que à condição.

Mantorras é D. Sebastião! Eu diria mais: devido a tantos regressos, Mantorras é como Santana Lopes... mas em bom!

Quanto ao jogo em si, foi o que foi. Com um dilúvio daqueles era impossível fazer melhor. Chutão para a frente, fé em Nuno Gomes e num muito batalhador Cardozo (sim senhor, é assim mesmo!). A bola prendia de tal forma no meio-campo que era difícil, se não mesmo impossível, sair a jogar pelo lado dos bancos de suplentes. David Luiz na primeira parte e Maxi Pereira na segunda aperceberam-se bem da situação e sempre que possível recorriam ao chuveirinho. De resto, na primeira parte, destaque para a desinspiração de Di Maria, o que torna muito difícil construir ataques com princípio, meio e fim quando há apenas um extremo puro a jogar. Yebda também continua muito longe da forma que apresentava no início da época e Carlos Martins está, aos poucos a melhorar, tendo sido o elo de ligação entre a defesa e o ataque. Já Rúben Amorim continua incrível, certinho, não compromete e é, para mim, o jogador chave do meio-campo. No ataque Nuno Gomes esteve, como sempre, muito batalhador e Cardozo desta vez também, tendo muita infelicidade na finalização, enviando duas bolas ao poste.



Na segunda parte mais do mesmo, mas com o Rio Ave mais atento ao contra-ataque, devido a um jogo horrível de Yebda. O empate parecia perdurar até ao fim, até que aos 66 minutos, Quique decide pôr Pedro Mantorras em campo. E já está: primeiro toque na bola, primeiro golo. Digam lá se não é talismã. Ele pode estar em condições lastimáveis, e está mesmo, mas continua a ser aquele Mantorras com aquele instinto fatal. E o carinho que os benfiquistas têm por ele ficou demonstrado aquando da sua entrada para o aquecimento, aquando da entrada em campo e ainda quando marcou o golo da vitória. Como disse o Jorge Baptista hoje na SIC Notícias, é um stade cusy!



Até final foi aguentar a pressão do Rio Ave, a inclinação do campo promovida pelo árbitro e a entrada de Bynia. Ainda pensei que fosse para lesionar o Yebda, mas não. Vitória suada e merecida.

Resumindo, este será um jogo para figurar nos almanaques futuros do Benfica, pela carga emotiva que teve. Chorei duas vezes no Estádio da Luz: na despedida do Rui Costa e hoje, com o golo do Mantorras. Obrigado, Pedro.

P.S. Rui Costa (o árbitro) é sério candidato a Dragão de Ouro.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Um bocadinho de seriedade, benfiquistas!

Não acham que assobiar o Moreira e pedir a demissão de Quique Flores num jogo em que a equipa fez TUDO para ganhar é realmente despropositado?


Estive no Restelo. Vento, chuva e frio não são suficientes para demoverem um bom adepto benfiquista. Cheguei já atrasado, quando estavam decorridos quase 20 minutos de jogo, mas do [muito] que ainda vi desta partida, deu para perceber que os nossos jogadores podem não ser os mais habilidosos, podem não ser os mais inteligentes, mas que foram corajosos e que deram todos o litro, isso deram. O Belenenses revelou-se uma equipa extremamente equilibrada e organizada, e, à semelhança de qualquer equipa de Jaime Pacheco, "sabe utilizar a falta", que é como quem diz "sabe ir ao tornozelo". Perdi a conta das vezes que Aimar foi massacrado.

Nem me apetece falar do lance em que Suazo decide não marcar golo, mas lá terá de ser. Quem estava na bancada lateral, perto das claques, apercebeu-se bem de que não há penalty nenhum. Burrice total do hondurenho. De resto, a performance do árbitro ficou marcada por aspectos positivos e negativos: o golo anulado a Nuno Gomes foi uma decisão acertada; já a expulsão de Miguel Vítor... ridícula. Não há sequer contacto no lance do primeiro amarelo; há uma falta para vermelho directo sobre Suazo no início da partida e mais uma falta sobre o hondurenho à entrada da área já no período de descontos; o lance do penalty sobre Porta foi bem julgado, pois houve simulação.

Enfim, um ponto ganho, que, face aos difíceis encontros que os nossos rivais têm nesta jornada, nos pode dar a liderança isolada da Liga.

Ah, e os pastéis estavam muito bons!

domingo, 18 de janeiro de 2009

Paulo Bento, não sejas burro!

Querido Paulo Bento, como sabes nutro por ti uma enorme admiração. O teu domínio da língua portuguesa é tão bom como o teu domínio sobre o balneário do Sporting, mas hoje, peço-te que não sejas burro e combina o resultado com o treinador do Paços de Ferreira. Assim 1-2, 'tás a ver? É que com este resultado, apuras-te em primeiro, o Paços também se apura e o Porto vai às urtigas. Percebeste?

Saudações Benfiquistas,

JNF

Bom ensaio para sexta


O Benfica derrotou o Belenenses em jogo a contar para a 3ª jornada da 3ª fase da Taça da Liga, garantindo um lugar nas meias-finais da competição e a certeza de que jogará essa partida no Estádio da Luz, uma vez que de acordo com os regulamentos, o Benfica será um dos dois melhores apurados (o outro será, em princípio, o Sporting, o que significa que os dois maiores clubes de Lisboa evitarão defrontar-se).

Num jogo com cerca de 35 000 espectadores, um record nesta competição, o Benfica apresentou um "onze" bem ao jeito de um jogo de campeonato: defesa sólida com Maxi (grande jogo), Luisão, Miguel Vítor e David Luiz, um meio-campo habitual com Rúben Amorim, Yebda, Katsouranis e Di Maria, e no ataque Aimar e Cardozo. Com o onze acima, o Benfica foi capaz de dominar a partida do princípio ao fim, criando boas oportunidades para golo, muitas delas por Katsouranis, que acabaria mesmo por facturar, sendo o melhor jogador em campo. Destaques ainda para Yebda, incansável, mas também para Maxi Pereira e Luisão, que rubricaram grandes exibições. Aimar também esteve muito bem, mas sem o apoio necessário de Oscar Cardozo, que continua muito fora de forma.

Quanto à questão dos guarda-redes, Moretto continua a demonstrar que é indiscutivelmente o terceiro da lista: apesar de algumas defesas vistosas em alguns jogos, é raro o jogo em que não comete uma gaffe digna de fazer corar qualquer Bossio. Ontem, não me pareceu ter havido falta no lance já perto dos descontos.

Do Belenenses, nosso último e próximo adversário, pouco há dizer: só mesmo Silas joga e tenta fazer jogar, mas quando não há ninguém a acompanhá-lo tudo se torna mais difícil. Assim sendo, parece que na sexta-feira, um Benfica mesmo a jogar a meio-gás será capaz de bater a formação do Restelo. Mas nunca fiando...

P.S. Agora convinha que o FC Porto fosse afastado. Para tal, é necessário que o Nacional vença o Vitória de Setúbal e que o Marítimo ganhe por dois golos de diferença a Rio Ave ou que o Paços de Ferreira vença o Sporting em Alvalade. Um cenário que até parece bem provável.

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De um benfiquista para os benfiquistas. Este é um blog para todos os que, diariamente vivem e respiram Benfica. Viva o Sport Lisboa e Benfica!

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