terça-feira, 9 de junho de 2009

Eleições (ou "O Assalto ao Poder")

Não vou falar dos muitos méritos ou dos deméritos de Luís Filipe Vieira. Tem-nos todos, com certeza, mas falaremos disso mais adiante quando estivermos mais próximos do acto eleitoral. Concentremo-nos hoje no que estas eleições de 3 de Julho representam para o Sport Lisboa e Benfica.

Para mim, as eleições nesta [não] altura do campeonato são um grande e grave erro, de quem quer segurar a cadeira do poder a todo o custo. Clara e objectivamente. E eu estou à vontade com a minha opinião mais que não seja porque sempre fui a favor das eleições em Outubro, sem atropelos aos estatutos.

Não existe nenhum motivo para a demissão em bloco da direcção e dos corpos sociais do Benfica. Em primeiro lugar porque o chamado "ruído de fundo" é normal num clube como o Benfica. Mal de nós se não houvesse crítica, porque nenhum clube é perfeito. Esta demissão conjunta e bem organizada (mas mal encenada) só demonstra duas coisas: primeiro, o Benfica é gerido de fora para dentro. Tem opinião quem está de fora; segundo, a direcção é fraca e tem medo do que pode vir aí...

Se as eleições não pudessem, por qualquer razão, ser em Outubro, então deveriam ser feitas no final de Maio, como as do Sporting (odeio dar-lhes razão, mas têm-na), e portanto o objectivo da antecipação das eleições é claro: impedir que Veiga chegue a presidente. Afinal, ele parece ser, neste momento, o único com argumentos suficientes para convencer os benfiquistas a votarem nele. O campeonato ganho por Trapattoni parece ser a grande arma. E lembram-se disto? Pois é.

Quanto às palavras de Vilarinho, só tenho de dizer que me sinto muito triste por ele pensar dessa maneira. Há uns meses, quando disse que Manuel Damásio, Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho tinham sido, possivelmente, os três piores presidentes da história do clube, quase caiu o carmo e a trindade. Hoje (ou ontem, melhor dizendo), Vilarinho demonstra, pelas suas palavras, aquilo que os seus actos iam levando: a destruição das modalidades do Benfica. O Hóquei foi o exemplo mais flagrante. De uma super-equipa liderada por Panchito, passámos a ter um grupo fraco.

Concluindo: se Vieira ganhar, mantém-se o treinador que ele escolheu para inicar a época, e os jogadores que contratou, mas a época pode estar (estará mesmo) comprometida; se Bruno Carvalho ganhar (e como dizia o outro, se o jacaré tossir), vem novo treinador em Julho, com novos jogadores e mais uma carrada de problemas; se Veiga ganhar, vem aí nova revolução.

Independentemente de quem ganhar, é o Benfica quem perde.

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